A DESCOBERTA

20/01/2012 09:42

 

O romance épico de Emmanuel, Paulo e Estevão, nos convida para a nossa DESCOBERTA. Para a descoberta do amor, de si mesmo.

É disso que o Momento de Luz trata hoje. Uma mensagem que nos orienta a ouvir o coração, a confiar na misericórdia divina e a escolher o caminho certo.

Bem aventurados, avante, caminhemos.

Muita paz para todos.

 

A DESCOBERTA

 

Sempre considerei Paulo um modelo mais fácil a seguir do que Jesus. Foi um homem que errou, reconheceu suas faltas e modificou-se, mudando de direção. Um homem passível a erros, assim como eu.

 

Quando li o livro Paulo e Estevão escrito por Chico Xavier, pelo espírito de Emmanuel, compreendi toda a dificuldade deste processo e reconheci neles a força humana que se deixa inundar pelo divino e segue em frente sem medo de assumir as falhas do passado e com coragem de tomar um novo caminho.

 

   Diante do medo, caminhe

            

                  Diante da dor, siga

                 

                            Diante da culpa, prosiga.

 

Estêvão nos exemplifica que a íntima confiança em Deus torna leve o fardo, transforma malfeitores em homens de bem e verdugos em amigos sinceros.  Pois, A fé é o remédio seguro do sofrimento; mostra sempre os horizontes do infinito diante dos quais se esvaem os poucos dias brumosos do presente.” (O Evangelho segundo o Espiritismo – cap v, 19)

                    

Frente à perda dos entes amados, a humilhação e a injustiça, a dor física e emocional, escolheu seguir. Talvez tivesse sucumbido ao primeiro golpe, se, entregue a dor, escolhesse a lamentação e/ou a revolta como caminho.

                     

 

   Diante da injustiça, perdoe

         

                Diante do mau trato, perdoe

 

                              Diante do intolerância, perdoe

 

       

Senhor, quantas vezes perdoarei a meu irmão, quando houver pecado contra mim? Até sete vezes? Perguntou-lhe Pedro. “Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes.” Respondeu-lhe Jesus. (O Evangelho segundo o Espiritismo – cap x, 3).

 

O perdão traz leveza ao ser, capacitando-o a felicidade, pois, somente livre do peso do rancor pode-se caminhar livre pelo processo evolutivo da vida.

 

“ – Sou Saulo de Tarso, o sanhoso perseguidor, transformado em servo penitente. Se muito errei, hoje muito necessito...É verdade que ainda não pude abraçar-me ao madeiro das lutas construtivas e santificantes, mas persevero no esforço de negar-me a mim mesmo, desprezando o passado de iniquidades para merecer a cruz da minha ascese para Deus. Não duvideis da minha palavra. Assumo a responsabilidade dos meus tristes feitos. Perdoem-me, porém, levando em conta a minha ignorância criminosa.”  (Paulo e Estêvão, 2ª parte, cap II).

 

O que seria do Cristianismo se Paulo houvesse se entregado a culpa? Olhos fechados, voltou-se para dentro de si mesmo e buscou a presença de Deus que residia em seu coração. Ao reconquistar a visão, foi capaz de enxergar mais longe e perceber que era preciso negar os velhos conceitos, perdoar-se, abrir-se para Boa Nova, reconstruir pensamentos e emoções e entregar-se ao amor.

 

O convertido de Damasco escolheu ouvir o chamado do Senhor, atender o convite de segui-lo e viver plenamente o mais importante mandamento.

 

Jesus nos ensina a ser misericordioso com o próximo e com nós mesmos. Quando diz: “Amai o próximo como a si mesmo.”

 

“Amar é ser capaz de enxergar mais longe, onde olhos não podem alcançar. Verá que todo homem é igual, irmãos, filhos de um mesmo Pai que está no céu e deseja que sua família planetária seja harmoniosa e feliz.” (Luana, 23.08.11)

 

O amor nos permite ver o próximo com toda sua verdade, possibilitando uma compreensão maior de nós mesmos, do outro e das relações que conseguimos construir. Abre portas para o respeito e o entendimento reciproco.

 

“O amor é paciente; é brando e bem fazejo; o amor não é invejoso; não é temerário, nem precipitado; não se enche de orgulho; não é desdenhoso; não cuida de seus interesses; não se agasta, nem se azeda com coisa alguma; não suspeita mal; não se rejubila com a injustiça, mas se rejubila com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.”

                                                                

“...sem o amor eu nada seria.”

(São Paulo, 1ª Epístola aos Coríntios)

 

 

 

Cristo orienta-me a ouvir meu coração, a confiar na misericórdia divina e a escolher o meu caminho certo. Serei capaz de ouvi-lo, se assim desejar. Sinto que sempre estará ao meu lado, porém, a minha direção eu preciso escolher.

 

Os erros estarão presentes no decorrer da minha caminhada, cabendo a mim reconhecê-los, assumi-los e utilizá-los como instrumentos para melhorar a mim mesma.

 

A descoberta, em nós, do amor, da fé e do perdão transforma a dor em bálsamo e a vida em caminho que nos leva a Deus.

 

                                           Diante da vida, Ame.

                                             

                                                Diante de si mesmo, Ame.

 

                                                        Diante do próximo, Ame.

 

Boa descoberta!

Andréa!

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