A NAVE VIRANDO BONDE

27/04/2012 07:26

 

Começamos uma semana espetacular com poesia e a reflexão sobre a nossa ecologia.

Será que a forma como estamos lidando com o nosso mundo externo, com os bens do nosso planeta, é reflexo da forma como lidamos com o nosso mundo interno, com as potencialidades do nosso ser?

Cabe a reflexão.

Escrevam no nosso site, nas nossas redes, e uma ótima semana para todos.

Muita paz.

 

 

A NAVE VIRANDO BONDE

 

As emoções que me levam pela vida

Vendo beleza, vileza e coisas tais

Confesso decepção com os humanos

Em defesa dos pobres animais.

 

As agressões que sofrem as criaturas

Retirando possibilidades de viver

Agredindo campinas e florestas

Peço a Deus na terra, novo ser.

 

Os venenos jogados na natureza

Com raciocínio do homem neardental

Matando o meio ambiente primário

E dizemos que eles são os animais.

 

O gafanhoto degusta a relva verde

Que se alimenta do caldo das bactérias

Gerando para a ave, vivo banquete.

Porque tudo é orgânica matéria.

 

O animal viajante da campina

Que da relva também se alimente

Sucumbe a ação da ira humana

Só pode o homem ser demente.

 

É uma praga o ser humano onde vive

Sugando as entranhas da natureza

Não respeita Deus nem sua casa

Ate que de inanição ele pereça.

 

As flores multiplicam-se vigorosas

Suas cores resistem à agressão

Distribuem coloridos e perfumes

Como se foram atos de perdão.

 

O coração do planeta pulsa vivo

Irrigando as veias do viver

Distribui brisas e chuva lixeira

Para a vida sempre renascer.

 

Viajando incontida pelo éter

Fazendo desta nave um velho bonde

Conduzida por pilotos incapazes

Agredida, ao limite ela responde.

 

Transformando brisa em vendavais

Chuva ligeira em violenta monção

Mares tranquilos em grandes tsunamis

Calor e frio em destrutivo furacão.

 

Peço socorro ao divino arquiteto

Não deixe nossa terra ao acaso

Pois a matéria é de grande qualidade

Mas, seu uso, nos leva ao fracasso.

 

ACA

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