ANTE A DOR, A LUZ DIVINA SE FEZ PRESENTE

26/11/2011 13:17

A história de um atendimento mediúnico, relatada neste Momento de Luz, evidencia que o menor feixe de luz é suficiente para se destacar em qualquer escuridão.

Tais relatos nos auxiliam a lembrar de que não vale a pena colocar escuridão em cima de mais escuridão. Temos que mudar a vibração para algo diferente. Não devemos ser contaminados pela ignorância, mas sim contaminar todos os ambientes que frequentamos pelo amor.

Que o amor preencha todo o nosso ser neste dia.

 

ANTE A DOR, A LUZ DIVINA SE FEZ PRESENTE

 

A médium encontrava-se inquieta. Dizia ver uma turma de sofredores acorrentados, que andavam com dificuldade, presos por grilhões em seus tornozelos. Fora uma sensação espontânea, possivelmente induzida por trabalhadores desencarnados.

Sua psicosfera estava envolta em dúvidas, não compreendia de que se tratava. Foi-lhe ministrada energias e palavras de otimismo para que soltasse as amarras do coração, doando amor e energias sublimadas.

Apresentou-se um espírito dizendo ser o senhor e executor da tortura. Trazia-os amarrados com mão firme para que não se desgarrassem, era poderoso discípulo de prepotente general das trevas que, o incumbira da tarefa, por sabê-lo disciplinado e confiável.

Suas mãos apertavam as correntes com tal força que enrijeceram as do médium, até a dor se manifestar. Afrontava violentamente quem quisesse tomar qualquer providencia de ajuda, segundo ele a “estes animais” sob seu domínio.

Pedimos para que, pelo menos, deixasse fornecer água e alimento a estas criaturas; tratar-lhes os ferimentos, lavá-los e trocar-lhes as roupas em farrapos. Não queria qualquer entendimento, pois animais deveriam ser tratados como tal. Ameaçava chamar o general e seus soldados, destruir e submeter a quem se lhe interpusesse em sua vendetta.

Não nos submetemos à sua violência; pedimos permissão ao alto e começamos fazendo um caminho de luz. Um campo magnético, criado pelas mentes em oração, nos permitiu chegar e ajudar a estes filhos da desgraça humana.

Ficou violento quando se sentiu afrontado e, diante do inevitável, ameaçava e urrava incontidamente, dizia que topava o confronto, pois tínhamos ultrapassado os limites do que ele e seu general tolerariam. Retirou-se ensandecido.

Em poucos instantes, chegava o general, com seu exercito. Dizia estar tomado todo o entorno do centro. Milhares de soldados cercaram estratégicas posições, para que ninguém escapasse. Nosso destino estava selado, ante tal poderoso destacamento militar.

Entramos em oração profunda, pedíamos ao cristo amigo que acolhesse todos os envolvidos nesta trama de sofrimento, irradiávamos eflúvios de harmonia e compaixão, falávamos com Jesus com a maior pureza de sentimentos, nossos corações pulsavam luz, nossas auras se agigantavam , pairando no ar as mais belas energias e sentimentos.

A resposta não se fez esperar. Do alto descia graciosos feixes de luzes que rodopiavam, envolviam tudo em seu caminho, limpavam todos os miasmas, irradiava magnetismo insuspeitado, desfazendo qualquer amarra ou cerceamento dos que se queriam libertar.

Em seguida, muitos se agarravam desesperadamente a esse feixe divino, sendo retirados das amarras criminosas, outros, que ainda não podiam aceitar a transformação, entraram em desespero, corriam espavoridos, temerosos, desnorteados, ante tal poder que desconheciam.

Soldados e acorrentados, que se rendiam diante do amor, foram tratados e recolhidos, com a mesma presteza e compaixão, pelos trabalhadores do Cristo. 

Aqueles que não puderam aceitar a ajuda ficaram para outra oportunidade, quando seus corações rendidos diante da dor e da solidão se dispuserem em rendição, ao abraço do amor.

Terminou esse trabalho, com verdadeira demonstração que, a luz domina as travas, quando o propósito e a necessidade sincera, solicita a ajuda, ao Divino Ser.

ACA

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