DEFENSORA DA NATUREZA

07/07/2011 16:23

Interessante observar, no Momento de Luz desta sexta, os mecanismos que a nossa mente é capaz de criar.

Mas mais importante ainda é aceitarmos estes mecanismos e saber que eles foram necessários para o nosso desenvolvimento no tempo certo. Chegamos até o que somos hoje por causa deles, nos defendemos muito bem.

Agora, o desenvolvimento individual pode ser pautado no estudo de nós mesmos, nos tornando aptos a deixar aqueles hábitos e práticas que não nos são mais saudáveis, mais nossos.

Que esta sexta seja mais um dia no nosso processo de individuação.

 

 

 

DEFENSORA DA NATUREZA

 

 
Comovidas pela instrutiva história do amigo Palhaço, eu e a doutrinadora Marcia retomamos os trabalhos da noite.

 
O espirito de uma jovem aproximou-se e timidamente falou:

 
- A minha história não é tão bela quanto a do Palhaço que acabaram de atender, mas preciso de orientação.

 
Tinha um questionamento que se mantinha presente em seu coração, perturbando seus pensamentos e impedindo seu crescimento espiritual.

 
Marcia, primeiramente, desconstruiu a ideia de que existem histórias de vidas mais belas e importantes que outras e, acolheu-a com carinho e atenção.
 
A jovem não compreendia porque fora atendida e recolhida pelos espíritos iluminados tão rapidamente, uma vez que havia sido uma suicida inconsciente.
 
Verbalizou que havia se dedicado ao aprendizado das leis de Deus e, portanto, não se sentia digna de estar onde estava. Por isso havia sido encaminhada à reunião mediúnica, naquela noite, para, com a ajuda dos encarnados, encontrar a resposta para a sua aflição.

 
Na verdade, já havia estado na reunião outras vezes. Porém, não se sentiu no direito de ocupar o espaço destinado a espíritos tão sofridos, enquanto ela estava tão bem, apesar do que havia proporcionado a si mesma.

 
A doutrinadora, assessorada pelos espíritos iluminados com os quais desenvolvemos os trabalhos na mediúnica de quinta- feira, conseguiu afastá-la dos obstáculos que construíra ao seu redor (culpa e medo), impedindo que a mesma enxergasse a verdade.

 
Aos poucos foi relembrando os acontecimentos. Viu-se pendurada à corda, descendo a cachoeira. Neste momento justificou a prática do rapel, atividade vertical na qual o individuo utiliza cordas e equipamentos de segurança para descida de paredões, cachoeira, prédios..

 
- Queria conhecer toda aquela beleza de perto. Como poderia defender a natureza sem conhecê-la. Ao estar lá, pendurada, sentindo as gotas de água que juntas me faziam lembrar uma grande nuvem de espuma, fiquei deslumbrada, anestesiada e... acho que me descuidei e cai.

  Lembro-me de ser resgatada da água, atendida e levada para o hospital. Não demorou muito, talvez alguns dias.

Por quê? Por que fui logo socorrida pela espiritualidade se pus minha vida em risco?
 
Mas havia mais a lembrar...

 
Novamente retornou ao episódio que transcorria em sua tela mental e se viu pendurada. Olhava para cima, porém, desta vez, viu o amigo que lhe dava suporte e percebeu algo estranho que não havia visto anteriormente.

 
Inicialmente, aturdida com visão, não quis entender. Fugiu da verdade. Porém, finalmente, permitiu-se visualizar e compreender que não havia sido um acidente. Tratava-se da traição de um amigo que cortara a corda, o que a fez cair e falecer.

 
 A dor da traição era tão imensa que preferiu culpar-se por sua morte. Mesmo diante de todos os fatos, negava-se a aceitar.

 
- Não pode ser! Éramos amigos. Certa vez declarou-me seu amor, mas o fiz entender que éramos amigos. Será que ele não entendeu?

 
Então foi acalmada pela doutrinadora que lhe mostrou que havia encontrado a resposta ao questionamento que inquietava o seu ser. Que devia deixar os outros questionamentos que, agora, despertavam para serem respondidos em um outro momento.

 
Ela aceitou a orientação e decidiu voltar aos cuidados da natureza.

 
Visualizou uma amiga cigana que distribuía rosas vermelhas aos presentes e juntou-se a ela em sua tarefa. Tais flores renovavam os trabalhadores, energizava os espíritos atendidos e/ou em atendimento, e, principalmente, acalentava  os irmãos sofredores que não conseguiram ainda ser acolhidos.

 
Diante de tão emocionante história percebo a necessidade de sermos mais amorosos com nós mesmos.

 

Aquietar a alma, perdoar-nos, para, assim, poder chegar mais longe.


 
Faz-me refletir se a nossa amiga não queria admitir que o amigo a traíra, ou temia relembrar o que fez a esse amigo para que o mesmo tivesse tal atitude?
 
As vezes a ignorância nos protege da dor que pulsa dentro de nós. Mas tenhamos paciência de esperar a hora certa, quando estaremos pronto para finalmente enfrentá-la. Então, perceberemos que o amor nos faltava, acorrentando-nos ao passado e nos impedindo de seguir em frente. Entretanto, basta vivenciá-lo para que a escuridão se torne luz.


 
Reunião mediúnica da CACEF de 14.04.11
Muita Luz
Andréa


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