GRUPO DAS CIÊNCIAS

27/04/2012 07:43

 

No Momento de Luz de hoje trazemos um atendimento mediúnico em que tivemos a oportunidade de atender um grupo de cientistas que negava, em que pese todos já desencarnados, a existência de Deus e, por mais paradoxal que seja, da imortalidade da alma.

Tal relato nos evidencia a dificuldade de deixarmos aquilo que já é conhecido por nós para nos aventurarmos no novo, por mais que este novo possa nos trazer crescimento íntimo.

Temos que ter atenção às nossa ideias mais fundamentais, deixando sempre a possibilidade de serem revistas, sob pena de sermos escravos das ideias e não efetivos donos delas.

Que estejamos abertos para o novo no dia de hoje.

 

 

GRUPO DAS CIÊNCIAS

 

Estava trabalhando um jovem que eu conhecia e havia passado por um momento de sofrimento, sem que nada do que se tratava, tivesse sido descoberto pela medicina.

No próximo dia teve a reunião mediúnica habitual. Um médium trabalhou a psicosfera deste paciente, para ver se havia qualquer interferência espiritual.

Havia um grupo de criaturas que, revoltados com ele, buscavam seu retorno ao grupo.

 

Passo a relatar a história.

Eram, no passado, encarnados e continuavam um grupo de cientistas, estudiosos das diversas facetas da vida, sem, no entanto, admitirem qualquer religiosidade ou presença de Deus em seus conhecimentos.

 

Totalmente agnósticos, desfraldavam a bandeira do conhecimento por si mesmo e não admitiam a possibilidade de qualquer associação com a vida após a morte.

 

O que falávamos de Jesus era, para eles, uma idiotice sem par e não dariam atenção a tais mistificações, apenas queriam o retorno do fugitivo do seu grupo.

 

Num gancho de pura intuição, eu argumentei: quando em vida, por acaso não negavam eles que não havia vida após a morte? E agora que desencarnaram como justificavam o que constatavam in loco? Pois ali estava ele mesmo sem o corpo físico!

 

Disse que, realmente, tinham que admitir que estivessem errados nesse ponto. Ora! Se pessoas tão cultas e informadas se equivocaram tão radicalmente numa coisa tão fundamental da humanidade, porque não se deveria ponderar a possibilidade de haver outros equívocos tão sérios como a afirmação pela inexistência de Deus?

 

Embora relutando e sem convencê-lo parece que foi encaminhado para o socorro.

 

No dia seguinte veio o chefe, o grande mestre e instrutor de todo o grupo. Não aceitava a possibilidade de discutir nos termos que nos apresentávamos.

Não tínhamos categoria de discutir com um grupo tão preparado, só queria entender qual fora minha ousadia e poder que me levou a resgatar esta criatura de seu grupo, porque, embora eu não me recordasse, afirmou que eu estivera lá e tinha conseguido trazê-lo para a vida. Perguntava quem era eu, que poder me fora dado para isso.

 

Apesar dos argumentos sobre as leis da vida, do poder de Deus, de que, se eu consegui, era porque me fora permitido pelo alto. Não consegui demovê-lo de suas convicções enraizadas, embora ter ficado balançado pelos argumentos de que já se havia enganado antes, quando pensava que a vida acabava quando da morte do corpo.

 

Afirmei que, se realmente eram cientistas do conhecimento, não poderiam, de forma alguma, fechar os olhos para a possibilidade da existência de Deus, pois se o fizesse não seria um cientista e sim um fundamentalista de idéias imutáveis, portanto, um radical fanático por suas convicções.

 

No terceiro dia de reunião, veio outro discípulo. Mais ponderado, parecia que queria aprender, alertando que exigia não fosse descoberto pela equipe, pois que não queria desgostar seu grande mestre. Nutria por este mestre verdadeira adoração e respeito, mesmo com a possibilidade de estar errado quanto ao que ponderávamos.

Afirmou que voltaria para aprender sempre que tivesse possibilidade e não fosse descoberto.

Por mais que aprendesse conosco e pudesse acreditar no que diríamos no futuro, não abandonaria o grupo, pois se vinculava à ideia de que só sairiam, donde se encontrava o grupo, todos juntos.

 

Agradeci e transmiti nossa emoção de sua solidariedade para com os outros, que respeitávamos as decisões de cada um e que tentaríamos continuar conversando para que todo o grupo fosse esclarecido.

 

ACA 2008

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