NUMA REUNIÃO MEDIÚNICA

18/09/2011 20:02

É nas coisas mais simples que podemos encontrar o nosso Deus.

O amor, colocado por Emmanuel como a única palavra que poderia substituir Deus, também se dá e sempre se apresenta da forma mais simples.

O Momento de Luz de hoje busca mostrar que é nas coisas mais simples, mesmo sem entendermos, que podemos nos sentir abraçados por Deus.

Beijos de Luz para todos.

 

 

 

NUMA REUNIÃO MEDIÚNICA

 

 

Talvez, mais que em outras noites, era uma reunião onde se pressentia a dor mais lancinante que de costume. As fibras mais íntimas se abriam à cooperação com os trabalhadores da luz, que, invadindo as trevas de almas atormentadas, traziam a brisa do acolhimento e o orvalho do amor.

 

Era um momento sublime de cooperação entre os dois planos da existência. Não havia medo, só fraternidade borbulhando nos corações sentidos. A paz estabelecida acalmava os seres enlouquecidos pela dor e o ódio, alimentado pelos recalques estabelecidos, em suas mentes perturbadas.

 

Não podíamos suspeitar porque os trabalhos transcorriam com tanta tranqüilidade e os irmãos se acalmavam com tanta rapidez, diante de quadros tão desesperadores. Seria porque nossa alma amava tanto aqueles corações endurecidos?

 

As criaturas, embora se apresentassem, em principio, violentas, recebiam dos médiuns e doutrinadores envolvidos amor em tal quantidade, e possivelmente qualidade, que os espíritos se desfaziam em prantos, pois, nunca estão acostumados a tal acolhimento.

 

Na parte final dos trabalhos, quando nos regozijávamos pelo dever cumprido e esperávamos a comunicação dos mentores, para uma palavra amiga ou um passe revigorante, o silêncio contagiava os corações, as dores que havíamos vislumbrado sensibilizavam as mentes para a prece sentida.

 

Mentalizávamos Jesus, Seus fluidos de luz dispersando-se por sobre todos os necessitados, Seu olhar meigo, Sua paz irresistível acolhendo os mais desesperados.

 

Naquela noite, parecia que a vida havia parado, víamos o cristo levitando por entre a dor e a escuridão, dissolvendo todos os miasmas, Sua luz resplandecente penetrava em todos os corações, as fibras das nossas almas tocavam a musica do amor incondicional transbordando os sentimentos.

 

As lagrima derramadas não trazia dor ou desespero, só emoções bonitas e profundas, refletia como diamante a luz do Cristo, em mil prismas de beleza incomparável; estava banhada e transvasada por essas vibrações incompreendidas pela nossa pequenez.

 

Era uma noite qualquer, não tinha-mos comemorações ou pessoas especiais, só doentes: desencarnados e encarnados. Ele não pediu nada que não pudesse-mos doar. Talvez sensibilizado pela prece sentida, talvez pela dor profunda dos corações atormentados, se fez presente, ou melhor, conseguimos velo em toda Sua majestade.

 

Poderíamos dizer: naquela noite, vimos Jesus lá em casa.

 

 

ACA 2004

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