O FILHO ENCONTRA A MÃE

26/12/2011 05:51

 

O Momento de Luz deste dia, nos mostra a importância de estarmos atentos às nossas escolhas, o que nos motiva e o que nos motivou a adotarmos certos comportamentos.

Cabe a reflexão se as nossas escolhas ainda se justificam, se elas ainda nos representam, se se mostram necessárias.

São reflexões difíceis, mas o amor se mostra um caminho perfeito para este destino.

Assim, que o amor presente na relação mãe e filho, contado nesta história, possa permear todas as nossas reflexões e dificuldades.

Muita luz a todos.

 

O FILHO ENCONTRA A MÃE

 

Trabalhávamos um amigo que há muito tempo, mais jovem, fora médium ostensivo nas reuniões que seduzíamos. A maneira como trabalhávamos naquele tempo era em reunião aberta. O indivíduo entrou na reunião e imediatamente começou a receber entidades que, por seu comportamento de vida, tinham atitudes muito particulares, que não cabe aqui comentar.

Com o tempo o indivíduo se afastou das reuniões, pois parecia que não progredia no seu comportamento e as comunicações se repetiam com uma singularidade especial. Portanto, parecia que se envergonhava, pois tinha consciência de seu comportamento diante da vida.

Como muitas criaturas, estava em dificuldade existencial e uma pessoa que o conhecia pediu para fazer uma ficha de trabalho para ele. Ao trabalho de sua ficha, recepcionamos, através de um médium, uma criatura que se lhe associara as suas idéias e comportamentos. Chegava fazendo chacota, sentindo-se poderoso.

O individuo dizia que era livre para fazer o que quisesse, que aquilo (não sabemos o quê) era tudo dele e que se divertia e fazia todo tipo de estripulias, pois ninguém mandava nele e usava a liberdade que se permitia, desvairadamente. Era muito arrogante, sua postura de jovem mimado denotava certa violência.

 A turba que se juntara por afinidade de idéias, estava com ele e juntos com o jovem encarnado, andavam pela vida pisando e arrolando quem se lhe interpusesse no caminho, sentiam-se os senhores da verdade e do poder, trocando emoções e extravasando seus impulsos degradantes.

Fomos envolvendo-o em energias sublimadas, apesar da resistência. Explicávamos os comportamentos e decepções que ele virtualmente havia sofrido e que, na verdade, ele não era livre, mas sim prisioneiro de suas emoções e desrespeito pela vida. Mostramos, dentro das nossas limitações, que era hora de ver sua verdadeira problemática, a que o levara a tal comportamento.

Neste momento, foi declinando seus problemas: sua mãe era um poço de ternura, mas desencarnara ele ainda jovem; seu Pai nunca ligara para ele, dedicara-se à farra e ao divertimento, dando-lhe pouca ou nenhuma atenção, não o amava. Frente a estes problemas, fizera a sua escolha de se transformar num boêmio e farrista inveterado para suprir suas carências.

Fomos mostrando algo de que ele gostaria de ver e aos poucos começou a ver uma luz que muito o agradava, não sabendo o por quê. Induzimos a que se deixasse abraçar por essa luz e, de repente, um grito desesperado lhe saiu da garganta. Era sua mão que o vinha recepcionar, chorava como criança, parecendo que se transportara a sua infância, tal a intensidade de sentimentos que lhe afloravam diante da terna criatura.

Pedimos que a acompanhasse, afirmando que ela cuidaria dele. Foi suficiente para que saíssem abraçados. O amor triunfava mais uma vez diante dos desesperos da vida, resgatando um espírito das artimanhas do desamor ou do amor perdido.

ACA

Facebook Twitter More...