O AMOR É ETERNO

03/12/2011 06:14

 

O Momento de Luz traz a história de um espírito muito sofrido. Um ser abandonado e que não compreendia a sua sorte.

Foi, justamente, a falta de compreensão dos seus caminhos que fez o ódio alimentar todo seu ser.

Acompanhem este atendimento em que o amor se fez, passando a nutrir a sua existência e permitindo novos voos em direção ao seu destino de ser eterno do amor.

Um ótimo dia para todos.

 

O AMOR É ETERNO

 

Estava a casa espirita, construindo um anexo para substituir, mais tarde, a velha casa que já dava sinais de cansaço pelo tempo de construção. Suas paredes degradadas pelo precário material que, em seu tempo, fora usado pela família que a construíra, não aceitavam mais tinta ou qualquer revestimento sem que largasse os pedaços do reboco, feito à base de barro.

 

Era habitual que o grupo mediúnico da casa, mentalizar a construção, vibrando em sintonia com os trabalhadores do outro lado da vida, para que funcionasse a obra sem sobressaltos, desnecessários.

 

Vários amigos desencarnados nos visitaram em várias oportunidades; uns para dizer que estavam felizes e que trabalhavam na construção espiritual da casa, onde eram pedreiros, carpinteiros, mestres e demais cargos necessários às construções que, como do lado de cá, também são necessários lá. Outros com a devida ira, por nos verem progredir em nossa casa, contra a qual eles trabalhavam inconscientes do que faziam.

 

Numa noite em que se repetia o evento; uma médium falava de uma criatura que não conseguia se comunicar. Muitas dores no corpo e também na alma, era um sofrimento que não se conseguia descrever. 

 

O doutrinador começou falando do amor do Cristo, do envolvimento necessário do amor de todos nós. Estendemos, mentalmente, um caminho de luz, para que pudesse, a criatura, através do magnetismo criado por essa energia, desanuviar seus sentimentos e se fazer a comunicação para o lenitivo da conversa amiga.

 

Parecia que o doutrinador estava envolvido por um campo de amorosidade, doado por alguém que tinha esse poder de transmitir o que era necessário dizer para o refazimento da criatura em questão. Nessas circunstâncias, em que as lagrimas irresistíveis teimavam em cair, havia uma simbiose entre médium, doutrinador, sofredor e alguém que a todos cobria com seu amor incondicional.

 

As palavras fluíam revestidas de sentimentos de amor, quando a criatura se comunicou. Era um indivíduo que se revoltava a cada melhora da instituição. Falou que, por mais criaturas que nos convencêssemos a mudar de comportamento, mais ele traria, pois tinha um exercito de servidores a seu mando. Afirmava que seu poder era grandioso e que nós éramos simples crianças insignificantes.

 

Sua ira e ódio não lhe permitiam qualquer consideração por quem falasse ou trabalha-se em nome do amor. Não havia qualquer possibilidade de existir tal sentimento, seu único propósito era destruir pessoas que acreditassem em tal aberração.

 

Falamos alguns minutos; transmitia seu ódio sem possibilidade de mudança, já que ele jamais teria recebido o sentimento do amor; nascera num corpo defeituoso, fora abandonado em instituição “dita” própria para pessoas abandonadas. Sofrera a miséria e a degradação de pessoas que deveriam cuidá-lo.

 

Compreendida a origem da frieza do coração, vibramos ao Alto para envolvê-lo com o carinho de que tanto era necessitado.  O amor que nos envolvia, ele não conseguia perceber, falou a nossa consciência só o necessário para tirar o indivíduo de sua couraça intransponível.

 

Disse a médium ver um lugar de crianças em sofrimento, concidando-o para esta visualização. Mas ele resistia a deixar sondar seu psiquismo para que compreendêssemos do que se tratava. Nesse ínterim, uma voz interior nos falava de uma mulher que o amava tanto!    Passamos a lhe falar dessa senhora, tentando fazer com que rebuscasse, na sua mente embrutecida, a criatura que lhe dedicava tanto esforço de refacimento.

 

Em que local escondido da mente estaria aquele amor que ele havia esquecido? Por que paragens viajava sua mente, que não conseguia lembrar-se do que mais necessitava? Que era o afago e o carinho, buscado em seus esgares de raiva, nas palavras que transmitia?

 

Tão forte era o amor da criatura que nos envolvia que, pouco a pouco, se foi formando o silêncio. Notava-se que lhe era mostrado uma paisagem que não nos era possível ver.

 

Não sabemos o que era maior sofrimento: se a raiva que o desorientava quando chegara ou a dor no arrependimento que se instalara após ter visto outra vida, em que fora, esta senhora que nos envolvia, sua querida mãe.

 

Fora uma senhora pobre. Sua incomparável dignidade lhe transmitira, a custas de muito sofrimento, na labuta diária, tudo de que necessitava. O amor jamais lhe fora negado por esta alma bondosa.

 

Não sabemos porque, em determinado momento da vida, este a havia assassinado, criando para sua consciência a necessidade de resgate, para que pudesse valorizar o amor, pois, quando o tivera, não lhe dera o valor que as leis da vida exigem.

 

Por suas necessidades, de refacimento mental, é que viera em tal situação de abandono, indo para uma instituição em que não teria o amor de uma mãe.

 

Claro está que deveria a instituição, dar-lhe o necessário acolhimento no amor fraterno e não a agressão, pois não é para isso que foram criadas instituições de acolhimento, mas isso já é a parte desumana de criaturas lastimáveis.

 

Foi, naquela noite, resgatado das trevas mais uma consciência embrutecida, graças à dedicação incondicional de uma mãe, que mesmo estando em sintonia com energias muito nobres, jamais o havia esquecido, nem sequer o desamparara, pois mesmo não conseguindo vela, sempre esteve a seu lado.

 

ACA

 

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