O ATO DE AMAR

12/07/2011 05:54

Um Momento de Luz sobre o ato de amar.

Será que realmente amamos os outros, será que exercitamos a alteridade, será que nos amamos?

Estas são perguntas que devem estar presentes todos os dias em nossas reflexões para que possamos crescer e mergulhar neste sentimento divino.

Que as situações das nossas vidas continuem nos mostrando que o único caminho é o AMOR. Amemos.

Um dia de muito amor para todos.

 

 

O ATO DE AMAR

 

No segundo momento da reunião mediúnica da última quinta-feira, dia 30 de junho de 2011, tivemos a alegria de recebermos a comunicação de um espírito que compartilhou conosco suas experiências na erraticidade.

 

Chegou nos lembrando sobre o mais importante mandamento que o Cristo nos ensinou: Amai ao próximo como a si mesmo.

 

Revelou que não havia absorvido tal aprendizado na vida terrena e que, agora, na erraticidade pôde experienciá-lo.

 

- Imagine que quando cheguei aqui fui recepcionado por um inimigo. Contou-nos sorrindo. Foi ele quem me ensinou a amar. Também amar um inimigo assim é fácil.

 

E continuou.

 

- Mas não foi tão fácil compreender. Certo dia, incomodado, questionei-o como podia me amar se fora no passado um inimigo? Ele me respondeu que em uma vida anterior eu o havia ajudado e na vida passada, ele havia me prejudicado, provocando minha inimizade. Portanto, queria, agora, corrigir o ocorrido e reconciliar-me comigo.

 

No decorrer das muitas vidas temos oportunidade de amar e fazer amigos ou magoar e fazer inimigos, porém podemos recorrer ao amor e torná-los novamente amigos, podendo contar com eles, principalmente, nos momentos difíceis da vida e sermos capazes de evoluir juntos. Segundo o capítulo XII do Evangelho segundo Espiritismo o inimigo é um instrumento de aprendizado das leis do amor e que a nossa relação com eles nos permitem estar atentos aos nossos pensamentos e atitudes.

 

Despediu-se salientando que o ato de amar nem sempre é fácil, mas sempre é possível.

 

- Amar os sofredores que aqui chegam é uma tarefa fácil de ser realizada, porém ainda me pego me esforçando por compreender, respeitar e acolher amorosamente os espíritos furiosos e perversos que nos chegam. É o aprendizado a que tenho me dedicado.

 

 

Assim como o espírito amigo, eu considerava a tarefa de amar os inimigos impossível de ser realizada. Lembro que ao ler o livro “O Monge e o Executivo” ampliei o meu olhar e pela primeira vez absorvi o amor compreensão, respeito... Percebi, então, perplexa, que não conhecia o amor.

 

O amor era maior e mais complexo. Transcendia o amor pelos pais, pelos amigos... Não se resumia no amor romântico. O amor se traduzia em muitos sinônimos: compreensão, respeito, perdão...

 

Algum tempo depois, quando a leitura do Evangelho segundo o Espiritismo se tornou um hábito, fiquei instigada, pois, diariamente, o tema caridade era-me a leitura sugerida. Passei a refletir e questionar-me: Será que não sei amar? Que não conheço o amor?  Então resolvi aprofundar meus conhecimentos sobre o tema que eu considerava tão familiar.

 

Primeiramente, dediquei-me à teoria, fui a uma biblioteca e procurei livros sobre o amor. Li sobre tipos e formas de amar. Concomitantemente achei que era necessário praticá-lo, mas como fazê-lo? Já não o vivenciava diariamente?

 

Estranho quando se depara com conhecimentos que já achava que conhecia e praticava e percebe-se que ao se propor aprofundar-se no mesmo não o conhecia plenamente.

 

Sempre me considerei uma pessoa amorosa, mas descobri no decorrer da minha caminhada em busca do amor que ainda tinha um vasto caminho a percorrer, começando pelo amor por mim mesma.

 

Assim como a amiga defensora da natureza, da nossa última mensagem aqui no BLOG, foi preciso aquietar alma para enxergar mais longe.

 

As palavras do Cristo se fizeram mais claras. Agora compreendia que antes é necessário voltar-nos para nós mesmos; ouvir, compreender, respeitar, amar o nosso ser para poder estar diante do outro sem restrições e poder enxergá-lo, ouvi-lo, compreende-lo, respeitá-lo, amá-lo. Capacitando-nos para vivenciar o amor, antes por nós, depois pelo próximo, seja este quem for.

 

“Amar os inimigos não é, pois, ter para com eles uma afeição que não está na natureza, porque o contato de um inimigo faz bater o coração de maneira bem diferente do de um amigo; é não ter contra eles nem ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; é perdoa-lhes sem segunda intenção e incondicionalmente o mal que nos fazem; é não opor nenhum obstáculo à reconciliação; é desejar-lhes o bem, em lugar de desejar-lhes o mal; é regojiza-se em lugar de se afligir pelo bem que os alcança; é lhes estender a mão segura em caso de necessidade; é abster-se, em palavras e em ações, de tudo o que possa prejudicá-los; enfim, é lhes retribuir em tudo, o mal com o bem, sem intenção de os humilhar.” Evangelho segundo o Espiritismo, Cap. XII  Amai os vossos inimigos - Pagar o mal com o bem .

 

Cristo nos ensina o caminho para cumprir seu mandamento.

 

“Fazei aos homens tudo que o quereis que eles vos façam...”(São Mateus, cap VII, v.12)

“Tratai todos os homens da mesma forma que quereríeis que eles vos tratassem .”(São Lucas, cap. VI,v. 31).

“Amar ao próximo como a si mesmo: fazer para os outros o que quereríamos que os outros fizessem por nós.”

Evangelho segundo o Espiritismo, Cap XI Amar o próximo como a si mesmo - O Maior Mandamento

 

 

 

Instrumentos à mão, cabe escolher o caminho a seguir. Bem sei que não é fácil, mas já sei que é possível. Anima-me saber que o amor é uma semente presente em cada coração humano, fazê-lo desabrochar é uma escolha, para mantê-lo vivo, basta exercitá-lo e; quando frutifica, novas sementes são lançadas e todo processo recomeça. Quanto mais se ama, se recebe e doa, mais se tem amor.

 

“ Amai bastante afim de serdes amados.”

(Sansão,1863) Evangelho segundo Espiritismo, capXI Amar ao Próximo como a si mesmo. Instruções dos Espíritos: A Lei do Amor, 10 )

 

Muito amor!

Andréa

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