OS MENINOS DE JESUS

09/12/2011 09:25

 

A poesia desta segunda chama a todos para conhecerem a história dos meninos de Jesus. Que, na sua pureza, estes meninos preencham o nosso coração para a noite de natal que se aproxima.

Uma semana espetacular para todos.

 

 

OS MENINOS DE JESUS

 

Encontraram as tristezas nas esquinas da vida

Sofriam sozinhos, contritos de dor

Suas lagrimas lavavam o manto da noite

Mostrei-lhe buscar a esperança no amor

 

Os meninos choravam na mão do destino

Os ecos dos seus lamentos invadiam o peito

Caminhos desertos e esperanças perdidas

Dormindo nos becos por falta de leito

 

Semblante de mágoa espelhado no rosto

Mesmo assim caminhavam, as suas virtudes

O abandono na vida era sua estrada

Sem comida, sem casa, sem leito ou saúde

 

Apesar da tristeza de estar esquecidos

Nesta lepra moral da civilização

Em seu mundo não havia revolta nem magoa

Só se via no rosto uma bela emoção

 

Vieram de outras paragens por sua pobreza

Em busca de dias melhores na nova cidade

Pedindo na rua a moeda do parco sustento

Pois, para o trabalho formal não tinham idade

 

Em momentos de prosa fui chamado de tio

Talvez porque dava atenção a estes corações

Pois lembravam a infância de anos passados

Sublimada como eles, em muitos perdões

 

Ao findar suas buscas, já no fim do dia

Buscavam aconchego e o saco de pão

Que cuidavam dele com muito desvelo

Sem perdê-lo de vista agarrado na mão

 

Num dia a policia revisava o transporte

Donde estavam aqueles pedaços de céu

O menor destemido, afrontava a policia

Este saco não pega, foi o tio que deu

 

No argumento decente da autoridade

Buscavam cumprir o que o povo mandou

O menino arfava e gritava suando

Podem me matar, mas o saco não dou

 

Salvou o menino a previdência divina

Em dado momento declinou o meu nome

O bendito soldado que me conhecia

Deixou que o menino matasse a fome

 

Num belo natal chegou uma deles

Falando baixinho com vergonha na luz

Queria um vestido para a noite bendita

Que estivesse bonita para ver Jesus.

 

Não lhe foi negada tamanha beleza

Casaco, vestido e sapato, ganhou

Eu sei que o Cristo sorria feliz

Por ter recebido o que ela sonhou

 

O tempo passou e as crianças viviam

As mesmas misérias aqui comentadas

O ritmo da vida não tem sobressaltos

Crianças na rua só são maltratadas

 

Num belo dia chegaram felizes

Estavam voltando no pau-de-arara

Para sua terra de Pernambuco

Pois, a nova terra não os melhorara

 

Veio vestida com aquele traje

Mostrando para mim que estava bonita

Era a despedida das nobres crianças

Talvez enfeitando a sua desdita

 

Alegria no peito e a voz embargada

Ela brilhava como facho de luz

Um ser divino estava presente

Penso que a menina, abraçava a Jesus

 

Não pude mais velos, pois foram para longe

Perdi seu sorriso, nem sei seus destinos

Jesus me consola quando, lembro deles

Só espero que cuide daqueles meninos

 

 

ACA

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