TEM TUDO NA MINHA TERRA

18/03/2012 13:58

 

Segunda no Momentos de Luz é sinônimo de poesia, de beleza, de vida.

Momento de agradecermos esta aldeia que nos recepcionou para o aprendizado.

Um aldeia de vários tamanhos e cores.

A nossa família, a nossa cidade, a nossa Terra.

Realmente, tem tudo na nossa Terra.

Aproveitemos.

Uma linda semana para todos.

 

 

TEM TUDO NA MINHA TERRA

 

Na minha terra tem salgueiros

Carvalhos e pinheirais

Saudades de meu torrão

De amigos e muito mais

 

Na minha terra tem as águas

Descendo pela montanha

No frio é quente, no quente é fria

Quem não conhece estranha

 

Saltitando pelas pedras

Descendo rampas tortuosas

Pelo coração da montanha

Transformam-se virtuosas

 

Fazendo entre as nuvens

E o sedento uma ponte

Derrama benesses vivas

Quando rebenta na fonte

 

Tem gayos na minha terra

E corvos que vêm do norte

Gritando sem sutileza

Como são grandes e fortes

 

As andorinhas em bando

Que a primavera anuncia

Cucos cantando escondidos

Anunciando o novo dia

 

Tem mato bem espinhento

Tem primavera florida

Tem beleza nas montanhas

Minha terra é colorida

 

O verde do mato baixo

Salpicado de muitas cores

De flores belas do campo

Distribuindo seus odores

 

Tem rio pequeno e manso

Lar de nutritivas trutas

E frutais vivos em flor

Prenuncio de muitas frutas

 

Tem tudo na minha terra

Uva, pêssego e laranjais

Limão, caqui e pereira

Em se plantando da mais

 

No outono as ventanias

Do frio que vem do norte

Queima a pele, queima o verde

Só os valentes suportam

 

Queima folhas dos carvalhos

Os ventos que vem do norte

Invernando os vinhedos

Parecem coisas da morte

 

Em pleno mês de dezembro

Quando o frio mete medo

Neste inverno inclemente

Tem festa na minha aldeia

 

No inverno as fartas chuvas

Encharcam o povoado

Preparando o terreno

Para o labor do arado

 

Quando chega a primavera

As vidas surgem vigorosas

Tem flores na minha aldeia

Tem amoras bem gostosas

 

Os passarinhos cantando

Do alto das verdes ramas

Chamando os companheiros

Para fazer suas camas

 

No verão tem dias grandes

E um calor pouco fraterno

Deixa saudades o outono

A primavera e o inverno

 

Por isso, no campo verde

Fazemos camas de xesta

Mato fresco e macio

Para dormir bela sesta

 

Quando denigrem a imagem

Irrito-me, brigo, esperneio

Porque dou Fé e atesto

Tem tudo na minha aldeia

 

ACA

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