UM PACIENTE EM TRATAMENTO

09/12/2011 09:52

 

O Momento de Luz apresenta a comovente história de um grupo de espíritos que sofreram horrores na mão de um, à época, mal profissional.

Essas histórias nos abrem o coração para a eterna possibilidade do resgate pelo amor e pelo conhecimento. Um conhecimento que nos dá a certeza de que, com amor, sempre poderemos reparar o mal já feito, os erros cometidos.

Portanto, como todos ainda somos falhos, só nos resta amar, pois assim desejamos ser amados.

Um dia de muito amor para todos.

 

UM PACIENTE EM TRATAMENTO

 

 

Era um senhor que estava em tratamento de desobsessão. Seu problema era de distúrbios do sono. Fez estudo em local apropriado do distúrbio do sono, foi constatado que, apesar de aparente estado de repouso, as medições apropriadas da energia encefálica, demonstravam que, de quando em vez, sua atividade mental era como se estivesse acordado, muitas vezes durante a noite, sem que se descobrissem os porquês. Embora estivesse em tratamento clinico, sentia que não havia melhoras e, portanto, buscou a ajuda do centro espírita.

 

Qualquer lugar em que ele parasse, dormia; era a queixa dele. Porque o vi dormindo na cadeira de recepção do centro, perguntei de que se tratava seu problema. Quando me narrou os fatos acima.

 

Como eu estava acompanhando pacientes com problemas mais graves, para poder escrever sobre eles, pedi que adentrasse uma sala separada para que pudéssemos dar-lhe um passe bioenergético e sondar-lhe a psicosfera mental. Nada senti de anormal, mas a médium que me acompanhava no passe viu.

 

Supurava de sua cabeça uma gosma preta que escorria como se seu cérebro estivesse fermentando e se derramando, já decomposto. Falava sem saber de que se tratava a doença do amigo em questão, portanto sem influencia pré-concebida.    

 

Nessa noite durante a reunião mediúnica, foi feito o trabalho de limpeza à distância, na cabeça do paciente. Era um miasma pegajoso e escuro o que se desprendia do encéfalo, através do chacra coronário. Via-se como se estivesse transvasado por finas adagas, de cima para baixo, que contaminavam, degeneravam e possivelmente provocavam a doença do sono.

 

Tentamos fazer a assepsia necessária para, mais tarde, poder retirar as adagas, o que nos parece que não foi concluído nesta primeira noite de tratamento. Sabíamos que era trabalho para muitas sessões e encerramos os curativos nesta noite.  

 

Na semana seguinte, voltamos a trabalhá-lo via mediúnica, voltamos a ver as adagas ainda no local. Não sabemos se era a mesma quantidade, pois não havíamos conseguido contá-las, por estar no primeiro dia, meio que escondidas no meio do miasma escuro, já falado.

 

À medida que limpávamos a ferida e dissolvíamos com passes, as adagas remanescentes, comunica-se uma criatura ensandecida, ameaçando a todos, por termos a ousadia de nos metermos em seus assuntos, dizia. Disse: - Levá-lo-ei a loucura, não há retorno para esse criminoso.    

 

 Embora tentássemos acalmá-la, não houve qualquer logro, a não ser doar-lhe energia e sentimentos para que pudesse começar a receber e compreender, num outro dia, as considerações pertinentes, 

 

Na semana seguinte voltou o médium a trabalhar o amigo, através de ficha. Chegou o mesmo espírito enraivecido, mas, como viu que não desistíamos de ajudar o encarnado, que era, a seu ver, um grande criminoso, declinou sua historia.

 

Era pai idoso, do encarnado, em vida anterior (que não soube dizer quando). O filho havia formado em psiquiatria, trabalhando num hospital psiquiátrico. Pelas facilidades o filho fê-lo internar e, a base de eletrochoque, conseguiu dementa-lo, depois de sofrimentos indescritíveis, para, assim, poder apoderar-se de seus bens, já que tornado incapaz através da artimanha perpetrada. Era agora seu objetivo de vida, dementa-lo para que passasse pelas mesmas agonias.   

 

Depois de colocar suas ponderações, desfraldamos a bandeira do recomeço, de se tratar primeiro para depois compreender, de que para ver a luz e as verdades, deveria sair do pântano escuro do ódio e da violência.  Pensamos que foi encaminhado, pois não mais apareceu na reunião mediúnica.

 

Continuamos o tratamento na seguinte semana, pois as criaturas partícipes desta desdita são, na verdade, mais vítimas que algozes, necessitando mais de atendimento que o encarnado, pois, de alguma maneira, ele está escondido no corpo e relativamente protegido das lembranças perturbadoras do passado. Coisa que os agressores atuais não conseguiram, infelicitando-os, degradando-se a cada dia.  

 

A criatura que se comunicava neste dia, trazia sua revolta e sede de vingança, mas sua dor e desespero eram maiores, por não conseguir deixar de ver as cenas dantescas, que se cristalizaram em sua mente. Vivia essa visão a cada momento de sua existência. A única maneira que encontrava de minorar sua dor era nutrir o ódio por ele (encarnado) e persegui-lo para a desforra.

 

Contava-nos dos corpos despedaçados de criaturas usadas para experiências, pelo dito doutor. A visão do sangue correndo e os corpos deformados, levavam-no ao desespero, queria que déssemos um remédio para matá-lo, para extingui-lo deste viver desesperador e degradante. Conseguimos acalmá-lo e, dormindo, foi levado pela espiritualidade para o refazimento.

 

Neste dia, a médium conseguia ver um local em que muitos espíritos daquelas experiências ainda se mantinham prisioneiros. Via corpos deformados, mutilados em prateleiras e gavetões, possivelmente do local que fora usado e do qual os espíritos não conseguiram se libertar. 

 

Nesta semana, perguntei ao encarnado em tratamento, como tinha sido sua semana. Disse-me que estava bem melhor, que já dormia com mais proveito do sono. Em verdade, seu aspecto era muito mais equilibrado, suas olheiras haviam desaparecido. Parecia que a simbiose estava sendo desfeita, tratado o agressor e libertado o psiquismo do encarnado.

 

Mais uma semana; as criaturas violentas e ou dementadas não cessam de chegar. Semana a semana, num interminável redemoinho dos conflitos históricos, apresentam-se envolvidos na psicosfera das degradações médicas, que noutrora lhes foram infligidas.

 

Nesta noite, chegou uma criatura totalmente presa no ambiente médico, que no passado destroçou seu corpo, pedaço a pedaço. Imantado que estava, via seu corpo espalhado pelas prateleiras, onde fora submetido ao suplício físico e mental.

 

Afirmou que não conseguiríamos nada, pois estava em todos os lugares, sua mente espalhada como seu corpo e, portanto, de difícil controle, pois não conseguiríamos juntar os pedaços e isto era um trunfo, segundo ele, para nos impedir de dominá-lo.

 

Era uma dor indescritível. Juntamos nossos melhores sentimentos, nosso dialogo vinha carregado da aprovação de Jesus, pois que só era nosso interesse de ajudá-lo a sair do delírio mental e minorar suas dores. Pouco a pouco conseguimos juntar seus pedaços em sua mente desequilibrada.

 

No final, a percepção da médium era que, apesar do refazimento mental, não era possível que se adaptasse a conviver com seu corpo, que a seu ver havia perdido. Que talvez fosse candidato à reencarnação temporária em útero amigo, para refazer seu perispírito degradado e recuperar sua forma física.     

 

Mais uma noite de tratamento à distância. A criatura que chega através da médium, sente muita dor de cabeça. À medida que vamos falando e aplicando-lhe energias com as mãos, descobre que sua cabeça esta recoberta com uma carapaça de chumbo. Com movimentos apropriados com as mãos, vamos limpando, até dissolvê-lo.

 

O crânio parece que está desprotegido, como se esta carapaça fosse um experimento. Fora retirado a parte óssea e colocado a prótese. Sentia dor e sangrava muito, o que nos obriga novamente a recompor a parte afetada, mas agora com material apropriado, de energia perispiritual. Depois disto, aplacada a dor, sentia-se cansado e sonolento, foi levado por entidade médica para continuação do tratamento em hospital da espiritualidade.

 

 Apesar de estar na psicosfera do obsidiado, penso que não tinha essa noção de vingança, se a tivera já havia esquecido, ou talvez só estivesse junto dele por mera atração mental de suas ligações do passado. 

 

 Tudo levava a crer que o tratamento tinha surtido efeito. As criaturas que chegavam não eram tão agressivas, mais parecia que, embora tivessem ligação com o obsidiado, não o envolviam em sue manto de miasmas deletérios, pois se se submetiam ao tratamento de refacimento com a habitual dor dos rendidos a esperança, perante a possibilidade de novos caminhos.

 

Por sua vez, o jovem em tratamento parecia e nos falava de suas melhoras, pois já dormia com mais calma e se refazia durante o sono. O que não acontecia antes apesar da farmacologia ministrada por medico apropriado.

 

Alguns meses depois o paciente viajou para outro estado e perdemos o contato, mas, a essa altura, nos disse que estava bem e por seu aspecto também nos parecia surpreendente sua melhora.

 

 

 

Adriano

 Junho/2006  

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