UMA NOITE DE SUPLÍCIO

04/05/2012 11:14

 

O Momento de Luz traz uma imagem mental captada por um de nossos médiuns que evidencia o quanto podemos ser raivosos, quase que animais.

A divulgação do relato de hoje só se mostra útil se servir para a reflexão dos pensamentos de ódio que somos capazes de emanar quando acontece algo de profunda dor para nós todos.

Podemos gerar verdadeiras energias que ferem e buscam prejudicar.

Fiquemos, então, como a mensagem de Hammed, nos livros As Dores da Alma, de que “pensar é um contínuo ato de escolher”.

Muita paz para todos.

 

 

UMA NOITE DE SUPLÍCIO

 

A noite se apresentava um pouco conturbada, a inquietude na hora de dormir parecia que era por repasto mal digerido, trazendo um peso no gástrico e como um vazio no peito.

De madrugada, andava por singela rua de bairro simples, descendo alguns degraus que dava acesso a uma residência. Deparei-me na parte de fora com um senhor que parecia estar em estado de espera. O saudei com inclinar de cabeça e entrei pela porta que dava acesso a cozinha.

Era uma área comprida e pouco larga, donde me deparo com cena chocante de difícil narrativa.

Três pessoas estavam no local. Uma que parecia ser empregada domestica amarrada pelas mãos ao armário de cozinha, com a barriga gestante, encostada na pia e sendo supliciada pela patroa.

A patroa, com rosto grave, olhar frio e face cruel, vinha por detrás da empregada e desferia-lhe pequenos cortes na barriga e algumas furadas com a faca que tinha na mão, como a sangrá-la lentamente e também tentando atingir seu filho, com pequenos furos no abdômen.

Demonstrava-lhe, qual era seu lugar, como a destruiria e a seu filho lentamente, para que pudesse compreender o que havia feito. Sussurrava no ouvido impropérios degradantes, humilhava e cortava-a sem dor.

O marido, a esta altura semi-dementado, seguia as ordens da mulher, submetido ao poder e maldade da criatura infame. De olhar perdido e gestos autômatos, atendia ao comando imperioso da criatura, sem muita noção do que ocorria.

Pediu que lhe trouxesse o veneno que já devia estar preparado, que o passasse numa chupeta, e deu para que a supliciada mamasse como se fora seu bebe. O veneno estava preparado para que demorasse a fazer efeito e causasse o maior sofrimento possível. 

As cenas eram tão macabras que demorei a compreender de que se tratava, mas, aos poucos, fui percebendo e vendo os motivos.

A empregada, que se deixara seduzir pelo patrão, tinha engravidado dele e havia sido descoberta pela criatura infame, que tramara a desforra de maneira terrível, submetendo-a ao suplicio inominável.

Impotente diante de tanta dor, sem nada poder fazer, fui saindo, por não mais agüentar este filme macabro. Na saída encontrei o mesmo senhor, ainda esperando. Falei-lhe: meu Deus, quanto sangue! Quanta tortura! Como para ajudar-me a compreender.

Disse-me: não se pode fazer nada, até tudo estar consumado, depois vem a hora do resgate.

Aí compreendi que se tratava de trabalhador da luz que esperava o desfecho para socorrer a criança e a supliciada.

Saí do local para a rua. Acordei com a forte arritmia cardíaca, que as visões da noite me tinham provocado, até a prece saía de forma desordenada. Foi uma noite de terror, parece que nada pude fazer para minorar o sofrimento.

ACA 

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