VINGANÇA DE UM SUPLICIADO

02/09/2011 05:47

O Momento de Luz deste dia nos chama para a atenção quanto as interpretações da mensagem de Jesus. Muitas atrocidades foram perpetradas em nome do Cristo, gerando ódio e revolta em muitas criaturas.

Tudo isso se deve ao esquecimento de que qualquer interpretação do evangelho deve partir da máxima do amar ao próximo como a si mesmo. Se antes de qualquer atitude pensássemos nesta máxima, inúmeros débitos e sofrimentos, como o relatado na história de hoje, já teriam sido resgatados ou, até, nem existidos.

Que todos tenham um dia de amor pelo próximo, como a si mesmo.

 

 

VINGANÇA DE UM SUPLICIADO

 

A noite mediúnica era de tranqüilidade e harmonia. A leitura nos colocava em vibração sublimada com o Cristo, a alegria era completa, por sentir-nos acolhidos e protegidos por criaturas da luz, pois, nosso objetivo, como o deles, era o atendimento no amor incondicional a todos que chegassem para o tratamento.

Uma médium solicitava que fosse trabalhado o ambiente domestico de uma família conhecida que estava com certa desarmonia no lar. Sua concentração a levou a acolher diversas criaturas que tentavam desestabilizar essa família e, com maior ou menor dificuldade, foram sendo convencidos do crime que estavam praticando para si mesmos.

Esses amigos faziam parte de uma gangue espiritual, cujo chefe, quando percebe que seus asseclas estavam sendo resgatados e sua quadrilha dizimada, “segundo suas palavras”, apresentou-se desafiador e belicoso.

Sua violência, contida pela médium, exsudava raiva e desafios impressionantes, sua atitude de confronto, narrava o quanto éramos pequenos, imbecis, criminosos. Não escutava qualquer argumento, pois sua repetição desafiadora era como um mantra, para não absorver qualquer possibilidade de convencimento.

Por mais que se tentasse, o amigo era impermeável à mudança de atitude. Vendo sua dor tão profunda, mudamos a maneira de acessar seu campo mental, interessados que estávamos em retirá-lo de sua dor.

Abraçamo-lo com ternura, mas, alerta como estava, percebeu que sondávamos seu psiquismo para que declinasse sua problemática criadora de tão grave comportamento, bloqueando qualquer tentativa. No entanto, sentia-se arrolado pela energia avassaladora que o circundava.

Chamava-nos de criminosos e falsos, todos os religiosos, de todos os matizes. Os padres vestidos de negro era a vestimenta mais apropriada aos seus atos de terror e degradação, os demais seguidores do Cristo seguiam-lhes os passos no crime.

Não se renderia, podiam supliciá-lo, arrancar-lhe os membros, mas não se entregaria a Jesus (para ele, o chefe dos criminosos). Urrava de dor, sentindo ainda estar na mesa de suplícios, na idade media. Repetia que não se entregava, como se alguém puxasse as cordas da aparelhagem singular, o quisesse forçar reconhecer a Jesus como seu Deus.

Com manobra apropriada tiramo-lo do ato hipnótico que se encontrava. Falamos quanto o ser humano pode ser embrutecido e criminoso sem a aprovação do Cristo, mesmo que se faça em nome dele. Lembramos que o Cristo jamais aprovaria qualquer imposição, já que ele mesmo se entregara para dar o exemplo de mansuetude.

Falamos para confrontar o Cristo em sua frente e afirmar ante ele, ser o criminoso que o supliciara ou mandara fazê-lo. Pouco a pouco foi transformando sua atitude. Algo lhe estava sendo mostrado o fazia serenar e, em letargia sofrida, perguntava o que fazia agora, para onde ia.

Ainda choroso e meio desorientado, foi-lhe oferecido acolhimento. Dormido, foi levado pelos mentores do trabalho para o repouso, para que mais tarde fosse trilhar uma nova vida, reconstruindo sua caminhada sobre a terra.

 

ACA

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