VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (18)

24/11/2010 18:33

A vivência mediúnica desta quinta trata da VONTADE e das ESCOLHAS.

Escolhamos, portanto, nos dar um momento de luz neste dia e refletirmos um pouco.

 

VIVÊNCIAS  MEDIÚNICAS (18)

 

 

Na semana passada falamos sobre o poder da vontade, instrumento valiosíssimo que todos nós dispomos. É preciso conhecer os significados dessa potencialidade do nosso espírito. 

Vontade é uma força motriz que pode ser direcionada com a consciência, ou vir como um impulso do inconsciente, trazendo uma informação que deseja ser revelada, portanto isolada em sí mesma é uma energia neutra.

Alguns a colocam como intencionalidade, que é a capacidade através da qual tomamos posição frente ao que nos aparece, portanto há uma “livre escolha”. Mas, com um olhar mais analítico, observamos que a intenção, o desejo e a aspiração são distintos, a despeito de podermos utilizá-los conjuntamente.

A volição é a energia que empregamos para alcançar uma meta, seja modificação de conceitos, no direcionamento de pensamentos ou até mesmo na manutenção de resistências, por isso usamos a chamada “força de vontade”.

Cito duas conhecidas frases de Paulo de Tarso:

“ Todas as coisas me são lícitas; mas nem todas me convém.”

Nem sempre consigo fazer o bem que pretendo, mas o mal que não quero.”

 

Somos seres complexos em construção e o desconhecimento do “si mesmo”  muitas vezes é responsável por inúmeros paradoxos do tipo: - quero mas não tenho vontade, - tenho vontade mas não desejo isso, - não sei de onde veio essa vontade, e etc.

 

Numa leitura filosófica de Santo Agostinho e Descartes, observamos o encontro de ambos em relação à vontade, para eles vontade e liberdade estão interligadas, associadas à intencionalidade.

Para Santo Agostinho vontade é a faculdade através da qual somos dignos de louvor, quando escolhemos o bom, e dignos de reprovação, quando escolhemos o mau, o pecado.

Para Descartes o erro é uma falta moral quando oriunda da vontade prática, com a intencionalidade. Ambos concordam no fato que termos vontade nos torna responsáveis pelas nossas decisões e ações.

A dimensão moral do homem decorre do uso do seu livre-arbítrio, e como árbitro significa juíz, ficam gravadas as nossas escolhas e decisões no nosso espírito. Registramos não apenas os acertos, mas tambem os erros e culpas, para retificá-los a caminho do aperfeiçoamento. 

 

Como encarnados e na consciência normal de vigília, temos acesso restrito às memórias-julgamentos, que povoam nosso inconsciente tanto individual quanto coletivo.

Estar alerta e perceber-se é estar atento ao auto-conhecimento, vem da vontade do espírito de conhecer-se e evoluir, portanto de dar atenção e tempo, dirigir esforços metódicos nesta ação.

 

Quem está no caminho da transformação está atento aos desejos, pensamentos e vontades que surgem na consciência. Daí a importancia de nos questionarmos: de onde veio esta vontade, esse impulso? Veio me mim mesmo (inconsciente) ou é externo? O que vou fazer com isso?

 

O Universo está cheio de possibilidades, de escolhas.  Não esqueçamos que o AMOR é a força maior, e pode nos auxiliar em todas as nossas demais potencialidades. Podemos ir sem pressa, nos descobrindo e nos amando mais.

 

Encerro hoje citando AMIT GOSWAMI:

"Na física quântica os objetos são coisas determinadas, são possibilidades. Possibilidades do que? Possibilidades da consciência para escolher!

 

Boa semana e, MUITA PAZ PARA TODOS NÓS!

Francesca Freitas

 

Segue o link para um vídeo muito interessante com o físico Amit Goswami:

http://video.google.com/videoplay?docid=-8523224814213525431#

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