VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (53)

18/08/2011 06:43

Morrer e desencarnar, segundo Divaldo Franco, não são a mesma coisa.

A vivência mediúnica desta semana relata a dificuldade que foi para o nosso atendido se desapegar da matéria e da sua rotina. Ou seja, há um relato do seu desencarne, que começou a se dar, apenas, muito tempo depois da sua morte.

Esperamos que todos gostem e que tenham um dia lindo.

 

 

VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (53)

 

 Continuamos com a história do operário padrão e “work-alcoolic”, termo este desconhecido para ele.

Poucas semanas depois, Sr. Antônio retornou ao atendimento, dizendo:

“Já estive aqui antes, porque não me deixaram lá?, o que querem comigo?

Só sei fazer isto e só gosto das máquinas, não adianta conversar, não!”

 

Perguntei sobre sua saúde, e respondeu:

-“Ando meio atrapalhado e esquecido, não durmo direito, mas melhorei das dores no corpo, e de vez em quando sinto umas pontadas no peito”.

Vibrando e orando, ao tempo em que Sr. Antônio recebia passes magnéticos da equipe espiritual da Casa, visualizei na tela mental a imagem do mesmo andando por uma fabrica deserta à noite, percorrendo grandes corredores, ouvindo o ruído de algumas máquinas que ainda permaneciam ligadas, e passando, não totalmente desapercebido, por poucos trabalhadores do turno da noite, que sentiam algo estranho em determinada ala da fabrica, olhavam para trás e nada viam.

 

Assim que se aquietou, fui intuída a lhe perguntar sobre o seu lar e solicitei ao mesmo uma visita, a qual aquiesceu.

Chegamos a uma casa relativamente humilde e muito limpa, que destoava, por isso mesmo, das habitações vizinhas num grande conjunto habitacional, e ao adentrarmos na porta ele disse:

- “Não me sinto bem, tem um cheiro diferente na minha casa, quem está aí?”

 

Sua voz estava embargada como se pressentisse que havia uma importante descoberta à fazer, mas que muito temia. Relutante, ficou parado na sala e pedi para que me mostrasse seu quarto. Nesse momento, Sr. Antônio contemplou a sua passagem para o mundo espiritual, que resumo a seguir.

Visualizou um corpo que reconheceu como ele mesmo, com uma expressão de espanto e dor física, como se surpreso com uma desencarne tão rápido.

 

Desolado, pensava como iria agora trabalhar, já que estava morto.

E num relance quase tragicômico, desabafou: 

- “Estou morto mesmo, mas não estou acabado....!

Sei que estou falando com você, o que é isso? Não entendo.

O  que vou fazer agora, o que vai ser da minha vida?

Não, minha vida se foi, então o que vou fazer na minha morte?

Meu Deus, como vou trabalhar?”

 

Ao tempo em que questionava sua nova situação, fez um apelo à Misericórdia Divina, pois foi a primeira vez, nos nossos breves encontros, que se dirigiu ao Alto. Em seguida, já evidenciando alguma resignação, visualizou um antigo colega de trabalho e parentes já desencarnados, e terminou convencido pelos mesmos que continuaria trabalhando.

Despedimo-nos, e percebi que seguiu conversando e ouvindo esclarecimentos, dentre os quais, que havia máquinas diferentes e muitas tarefas em outras esferas.

 

Posteriormente comentaremos sobre esses mecanismos de dedicação exagerada às tarefas materiais, ao estar ocupado por todo o tempo disponível "fazendo coisas", e no seu caso peculiar não para ter ou juntar bens materiais.

Deixo para refletirmos as questões: para que trabalhamos e a quem realmente queremos servir?

 

Muita PAZ para todos nós.

Francesca Freitas

18/08/2011

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