VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (56)

08/09/2011 05:25

A Vivência Mediúnica desta semana nos convida a sentirmos a nossa humanidade, com todas as suas belas e únicas características.

“Não precisamos excluir a divindade para sermos humanos, o que não nos faz menos responsáveis pelos nossos “atos, ações e pensamentos”, como já no dito há mais de dois mil anos pelo mestre Jesus.”

Então, que sejamos humanamente divinos.

Um bom dia para todos.

 

 

 

VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (56)

 

 

Vamos conversar, e, porque não, filosofar, acerca da nossa humanidade, e inicio citando Roberto Crema:

“Só existe uma estória e toda estória é única.

A existência de cada ser humano é a representação singular de uma mesma epopeia: da humanidade que somos, do Mistério que encarnamos.”

 

O estudo da nossa condição humana pertence a diversos saberes, doutrinas, filosofias e nas ciencias humanas ou humanidades.

O Humanismo, pela sua amplitude e abrangência, pode ter várias definições, contudo, num consenso, é considerado como um conjunto de princípios e ideais focados nas ações humanas e nos valores morais.

 

Para os humanistas, o homem está no centro principal numa escala de importancia, sendo o responsável pela criação e desenvolvimento dos valores morais, tais como o respeito, a justiça, o amor, a liberdade, a solidariedade, a tolerância, a honestidade, a honra e etc.

 

O humanismo se manifestou em vários momentos da história e em diversos campos do conhecimento e das artes. 

Na antiguidade clássica, greco-romana, é observado principalmente na filosofia e nas artes plásticas, quando valorizavam sobremaneira o corpo humano e os sentimentos.

No renascimento, os escritores e artistas plásticos resgataram os valores humanistas da cultura greco-romana e o antropocentrismo norteou o desenvolvimento intelectual e artístico desta fase.

 

Nos últimos tres séculos, com o Iluminismo e o Racionalismo, houve uma contraposição às hierarquias pré-estabelecidas por suposto direito divino, herança ou ascendente genético, por isso algumas correntes de pensamento humanístico distanciaram-se do sobrenatural a ponto de excluir o espírito. Neste último caso o pensamento humanista, do homem ser o criador dos valores e o móvel mais importante – antropocentrismo -, entra em choque com a teologia, pois que o pensamento religioso afirma ser de Deus a criação e o poder - teocentrismo.

 

No início do século passado surge um humanismo baseado em textos produzidos na juventude de Marx, declaradamente ateu, onde critica o  idealismo de Hegel, que coloca o ser humano como um ser espiritual, uma autoconsciência.  Este humanismo marxista coloca o ser humano como ser natural, mas, diferente de todos os outros seres naturais, pois possui uma característica que lhe é particular, a  consciência, que se manifesta como saber.

 

A Logosofia, corrente mais recente, propõe ao ser humano a realização de um processo de evolução que o leve a superar suas qualidades até alcançar a excelência de sua condição humana e já inclui o espírito na dimensão humana.

Criada por González Pecotche, afirma que o humanismo logosófico "parte do próprio ser sensível e pensante, que busca consumar dentro de si o processo evolutivo que toda a humanidade deve seguir. Sua realização nesse sentido haverá, depois, de fazer dele um exemplo real daquilo que cada integrante da grande família humana pode alcançar".

 

Discussões paradoxais, algumas de mais de séculos, são para nós espíritas, absolutamente desnecessárias, pois o homem é obra de Deus e possui a “centelha divina”.

Não precisamos excluir a divindade para sermos humanos, o que não nos faz menos responsáveis pelos nossos “atos, ações e pensamentos”, como já no dito há mais de dois mil anos pelo mestre Jesus.

 

Sabemos que ”as leis de Deus estão na nossa consciência”, e a evolução da nossa consciência passa, necessariamente, pelo estudo, ação, experimentação, reflexão, experiência e aprendizado.

Cada fase destas é importante para o aprendizado final, contudo, o que não passa pela reflexão consciente, característica única do tipo humano - topo evolutivo de vida encarnada no planeta, trabalha ou atrapalha no inconsciente.

 

Encerro relembrando a proposta feita pela mestra Joanna de Ângelis: “Espiritizar, Qualificar, Humanizar”.

 

“Que se comece pelo ardor, logo o amor, preparando-se pela qualificação para servir bem.

Comecemos a sentir o problema do próximo, e a melhor maneira de senti-lo é colocar-se no seu lugar, fazendo por ele o que gostaria que lhe fosse feito.

Com esse exercício nasce uma onda de ternura, um sentimento de solidariedade e, a partir daí, começa-se a dizer:

- Meu Deus, eu sou gente, eu sou uma célula do organismo universal; a sociedade caminha na minha vida”.


(Divaldo Pereira Franco, em “Novos Rumos para o Centro Espírita”, Editora Leal, 1999).

 

Referencias:

http://www.espirito.org.br

www.logosofia.org.br

http://www.robertocrema.net

 

Muita PAZ para todos nós.

Francesca Freitas

07-09-2011

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