VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (58)

22/09/2011 07:03

Hoje, o Blog Momentos de Luz selecionou trechos de valiosa palestra, proferida pelo mestre e instrutor Alexandre à uma vasta plateia composta de encarnados (desdobrados) e desencarnados, que nos elucida sobre a importância do trabalho mediúnico em todas as suas dimensões.

Todos nós, interessados na espiritualidade e, principalmente, no exercício de um intercambio equilibrado, aprenderemos muito com sua experiência e sinceridade.

Apreciem o momento e um ótimo dia para todos.

 

VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (58)

 

 

Acompanhem a palestra, presente no capítulo IX de Missionários da Luz, “Mediunidade  e Fenômeno”, de Francisco Cândido Xavier pelo Espírito André Luiz.

 

“Irmãos, prosseguindo em nossos trabalhos, comentaremos hoje vossos pedidos de orientação mediúnica, em face das dificuldades que se vos apresentam na luta de cada dia e que classificais como impedimentos de natureza psíquico-fisiológica.

Desejais realizações generosas nos domínios da revelação superior, sonhais conquistas gloriosas e realizações sublimes; entretanto, há que corrigir vossas atitudes mentais diante da vida humana.

Como intentar construções sem bases legítimas, atingir os fins sem atender aos princípios?

Não se reduz a fé a simples amontoado de promessas brilhantes, e o conjunto de ansiedades angustiosas que vos possui os corações de modo algum poderia significar a realização espiritual propriamente dita.

A edificação do reino interior com a luz divina reclama trabalho persistente e sereno.

 

Não será tão somente ao preço de palavras que erguereis os templos da fé viva.

Se as leis humanas, ainda transitórias e imperfeitas, traçam linhas de controle aos incapazes, estariam as leis divinas, imutáveis e eternas, à mercê dos desordenados desejos da criatura?

Urge, porém, estimar o trabalho antes do repouso, aceitar o dever sem exigências, desenvolver as tarefas aparentemente pequeninas, antes de vos inquietardes pelas grandes obras, e colocar os desígnios do Senhor acima de todas as preocupações individuais!

Coletivamente, não somos duas raças antagônicas ou dois grandes exércitos, rigorosamente separados através das linhas da vida e da morte, e, sim, a grande e infinita comunidade dos vivos, tão somente diferenciados uns dos outros pelos impositivos da vibração, mas quase sempre unidos para a mesma tarefa de redenção final!

Se o raio de sol não se contamina ao contacto do pântano, também o doente rebelde é o mesmo enfermo se apenas troca de residência.

O corpo físico representa apenas o vaso em uso, durante algum tempo, e o vaso quebrado não significa redenção ou elevação do seu temporário possuidor. Recorremos a semelhante imagem para dizer-vos que o habitante da esfera, atualmente invisível aos vossos olhos, é um irmão nem sempre superior a vós outros, nos círculos evolutivos.

Desencarnação não expressa santificação. Os companheiros que vos antecedem no plano espiritual não permanecem reunidos em aprendizagem muito diferente.

Os elétrons e fótons que vos constituem a vestimenta física integram, igualmente, os nossos veículos de manifestação, em outras características vibratórias.

É necessário, portanto, atentardes para as vossas possibilidades interiores, para as maravilhas de vossa divindade potencial.

 

Esperais a revelação da verdade divina, a par de elementos insofismáveis de certeza tranqüila; entretanto, para isso, é indispensável organizar e desenvolver vossos valores celestes, como criaturas celestiais que verdadeiramente sois.

Todo um exército de trabalhadores do Cristo funciona em cada núcleo de vossas atividades relativas à espiritualização, convocando-vos ao sentimento iluminado, à virtude ativa, ao departamento superior da vida íntima; todavia, é ainda muito forte a vossa tendência de materializar todas as expressões do espírito, esquecidos de espiritualizar a matéria.

Solicitais a luz, quase sempre perseverando nas sombras; reclamais felicidade, semeando sofrimentos; pedis amor, incentivando a separação; buscais a fé, duvidando até de vós mesmos.

 

Mediunidade constitui “meio de comunicação”, e o próprio Jesus nos afirma: “eu sou a porta... Se alguém entrar por mim será salvo e entrará, sairá e achará pastagens!

Sem o Cristo, a mediunidade é simples “meio de comunicação” e nada mais, mera possibilidade de informação, como tantas outras, da qual poderão assenhorear-se também os interessados em perturbações, multiplicando presas infelizes.

Lembrai-vos, contudo, de que a lei divina jamais endossou o cativeiro e nunca sancionou a escravidão!

Esquecestes a palavra divina que pronunciou: “vós sois deuses”?

O facho esplendoroso do raciocínio clareia o santuário de vossas consciências, o sublime vos convida ao “mais além”, irmãos mais velhos vos convocam ao convívio do Pai; ...

Sem os valores da preparação, encontrareis irremediavelmente a companhia dos que fogem aos processos educativos do Senhor; e sem as bênçãos da responsabilidade encontrareis logicamente os irresponsáveis.

 

Objetareis que o fenômeno é indispensável no campo experimental das conquistas científicas, que o inabitual deve ser convocado a favorecer novas convicções; entretanto, somos dos primeiros a reconhecer que os vossos caminhos na Crosta se desdobram entre fenômenos maravilhosos.

Já resolvestes, acaso, o mistério da integração do hidrogênio e do oxigênio na gota d'água?  Explicastes todo o segredo da respiração dos vegetais?

Por que disposição da natureza viceja a cicuta que mata, ao lado do trigo que alimenta? Que dizeis da haste espinhosa: da Terra oferecendo a flor, como graciosa taça de perfume celeste?

Qual é a vossa definição do raio de sol?

Se semelhantes fenômenos, de caráter permanente na Crosta, não despertam as almas adormecidas, fornecendo-lhes a legítima concepção da existência de Deus, como esperais destruir a rebeldia milenária dos homens, exigindo espetáculos prematuros de manifestações da Espiritualidade superior?

Não, meus amigos! Urge abandonar os setores de ruído externo para iniciardes o desenvolvimento interior das faculdades divinas!

Concordamos convosco em que a experimentação é necessária; que a pesquisa intelectual é o ponto de partida dos grandes empreendimentos evolutivos; que a curiosidade respeitável é mãe da ciência realizadora; que todo e qualquer processo de conhecimento exige campo de observação e trabalho, como é imprescindível o material didático, nas escolas mais simples.

Que dizer dos discípulos que estudam sempre, sem jamais aprenderem no terreno das aplicações legítimas?

Que dizer dos companheiros, portadores de luzes verbais para os outros, que nunca se iluminam a si mesmos?

Catalogar valores não significa vivê-los.

 

Mediunidade não é disposição da carne transitória e sim expressão do Espírito imortal.

Se pretendeis o intercâmbio com os sábios, crescei no conhecimento, valorizai as experiências, intensificai as luzes do raciocínio!

Se aguardais a companhia sublime dos santos, santificai-vos na luta de cada dia, porque as entidades angélicas não se mantêm insuladas nos júbilos celestes e trabalham também pelo aperfeiçoamento do mundo, esperando a vossa angelização!

Se desejais a presença dos bons, tornai-vos bondosos por vossa vez!

Sem afabilidade e doçura, sem compreensão fraternal e sem atitudes edificantes, não podereis entender os Espíritos afáveis e amigos, elevados e construtivos.

 

Em vossas atividades espiritualistas, lembrai-vos de que não vos encontrais perante uma doutrina sectária de homens em trânsito no Planeta!

Permaneceis num movimento divino e mundial, de libertação das  consciências, numa revelação sublime da vida eterna e de valores imortais para todas as criaturas de boa vontade!

Acolhendo essa convicção, não vos detenhais na atitude exclusiva e presunçosa dos que supõem haver encontrado na mediunidade tão-somente um sexto sentido!

O valor mediúnico não é dom de privilegiados, é qualidade comum a todos os homens demandando a boa vontade sincera no terreno da elevação.

 

Não alimenteis qualquer dúvida!

Não permitais que o padrão vibratório das forças físicas vos apague a luz gloriosa da divina certeza deste momento, porque todos nós, amados amigos, nos encontramos diante da própria Espiritualidade sem fim, renovando energias viciadas de séculos consecutivos, a caminho de transformações que mal poderíeis imaginar, nos círculos de vosso presente evolutivo!

Elevemo-nos, pois, no espírito do Senhor, que nos convidou ao banquete da luz, desde hoje!

 

Encerro desejando a todos Muita PAZ.

Francesca Freitas

21-09-2011

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