VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (67)

24/11/2011 06:47

Muito se tem falado no apocalipse. A Vivência Mediúnica deste dia vem nos lembrar que Apocalipse é uma revelação, um velar de novo, e um desvelamento, um desnudamento dos múltiplos véus que revestem o palco, lúdico e trágico, da encenação do drama humana, com as suas contradições, incertezas e promessas.

Diante deste teatro de terror pintada em várias mensagens espalhadas pela internet, a opção lúcida e crística é a de apresentar a outra face: a da consciência, da responsabilidade e do amor.

Está na hora de, encarando a verdade de sermos espíritos, observarmos um horizonte mais amplo, de abraçar nossa imortalidade, de aceitar e agradecer aos elementos que o planeta Terra nos forneceu e fornece para expressão material encarnada durante alguns anos.

Está na hora, não de clamores e medos, mas da alegria, frente a magnitude e perfeição de como o universo se construiu, e se modifica, para o crescimento do espírito.

Um ótimo dia para todos.

 

VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (67)

 

Tenho observado a quantidade de mensagens de conteúdo similar circulando na internet acerca das mudanças em curso no Planeta. Este fato me chamou a atenção à grande expectativa que muitos grupos e pessoas têm quanto às datas que se aproximam.

Teço hoje algumas considerações sobre a qualidade desses relatos, visto o cuidado que devemos ter ao ponderar, passando pelo crivo da razão, do modo mais lúcido possível seus conteúdos.

Muitos temem um chamado “fim do mundo” ou “fim dos tempos”, numa generalização, meio que sem nexo, pois que o tempo em si mesmo é volátil e ao mesmo tempo contínuo, aparentemente paradoxal. Pergunto se é mesmo importante saber quando começou o tempo, que é apenas uma contagem de ciclos e depende de outros fatores. Por isso mesmo, o tempo é relativo, pois para cada segundo que se esvai há milhares de segundos pela frente. Além disso, a nossa percepção sensorial do tempo varia de acordo com nossas emoções e condições vibratórias.

É inegável que transformações climáticas estão ocorrendo, muitas delas desencadeadas ou aceleradas pela utilização indevida, irresponsável e ignorante de recursos naturais. Mas, desde que conhecemos a história do planeta, muitas mudanças, mais ou menos drásticas, ocorreram, portanto, fazem parte do processo evolutivo de transformação da matéria.

As ciências físicas e astronômicas, principalmente após o advento de telescópios possantes, o acesso a imagens geradas em naves com telescópios como as do Hubble, nos mostram uma parte do universo dinâmico, colorido, com formas variadas, com belíssimos contrastes. Há registro de “nascimento e morte de estrelas”, galáxias que se movimentam, supernovas e quasares emitindo suas luzem e diversos mais...

É a segmentação do conhecimento que dificulta a associação, como meu amigo A.M. frequentemente me diz: “Você se esqueceu que já tinha conhecimento disso?”

Portanto, toda matéria vibra, se move e acaba por transformar-se, em ciclos curtíssimos ou longuíssimos. E, se a matéria palpável modifica-se, o “imaterial” também, pois, como vimos na semana passada, as próprias ideias, pensamentos e emoções mudam, e as energias circulam.

Não há o que temer em termos de modificações físicas no planeta. Há que se respeitar e aceitar o que é determinado por forças muito além da nossa compreensão, pois, certamente, Espíritos nobres e muito iluminados estão a cuidar de todos nós, criaturas amadas e filhos do Grande Pai e da Grande Mãe.

Tenho ouvido muitos comentários sobre morte e destruição e penso que, ao menos, há um momento de reflexão para meditarmos mais profundamente sobre a VIDA.

Causa-me certo espanto alguns comentários partirem de pessoas que se dizem espiritualistas, como se o nosso espírito tivesse uma data de validade. Por isso amigos, é preciso ler e pensar criteriosamente, atualizar conceitos internos e rever a fé, fortalecendo-a.

O nosso espírito é imortal e a jornada evolutiva ocorre em matérias mais grosseiras ou mais sutis. Encarnados ou desencarnados, iremos todos conviver com a consciência que tivermos, com as memórias, expectativas, alegrias, sofrimentos, vitórias e derrotas. É essa a bagagem que iremos dispor, neste planeta, em outro sistema solar, em outra galáxia.

Evoluir é imperativo, e teremos ainda muitas formas físicas diversas nas dimensões e planos que habitaremos. Do umbral ao celestial, seja na Terra ou em outro local qualquer do Universo, levaremos a consciência espiritual.

Está na hora de observarmos um horizonte mais amplo, de abraçar nossa imortalidade, de aceitar e agradecer aos elementos que o planeta Terra nos forneceu e fornece para expressão material encarnada durante alguns anos.

Amar e conservar o corpo físico com as mudanças que o seu desgaste natural provoca, respeitando a matéria que torna possível a expressão do espírito, portanto habilitando-o em experiências de múltiplas dimensões.

Amar e expandir nossa consciência, pois sei que não iremos “acabar”.

Esse corpo que utilizo e esse planeta que habito irão passar por inúmeras mudanças, e certamente o meu corpo terá uma duração muitíssimo menor, mas meu espírito, com o perispírito que tiver, estará muito vivo.

É como ser VIVO e imortal, que planejo e organizo esta vida atual. O trabalho continua de autoconhecimento, para proceder ao ajuste necessário à reforma íntima, à iluminação possível. Esse caminho não começou na Terra, tanto para mim mesma como para a maioria dos habitantes daqui, e certamente continuará no local mais adequado à evolução de cada um, e que pode ser aqui mesmo ou em outro.

Há que confiar no Divino que nos guia.

Portanto, não haverá um fim do mundo nem a mortalidade geral do espírito.

O universo é infinito, há muitos “mundos”, e nem um céu de gozos e glórias eternas, nem um inferno de penas infindáveis nos esperam. O trabalho evolutivo continua para todos.

Lembremo-nos das palavras do nosso Mestre Maior Jesus: “Há muitas moradas na casa do Pai”.

O trabalho é diário, e o aprendizado em direção ao seu mandamento continua firme, aqui e agora, em outro planeta ou dimensão diversa.

“Amai da Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo.”

 

Muita PAZ para todos nós.

Francesca Freitas

25-11-2011

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