VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (69)

07/12/2011 16:02

 

Na nossa casa de Caridade, Esperança e Fé atendemos, com muita frequência, espíritos que padecem, assim como nós outros encarnados, de dores morais e físicas.

Na maioria deles há uma superposição de manifestações dolorosas, do sofrimento físico (perispiritual) e das angústias da alma.

O Momento de Luz de hoje descreve um atendimento que exemplifica o quadro descrito, e que seguiremos comentando posteriormente.

Que a mensagem seja capaz de nos alertar para o quanto não nos percebemos.

Muita paz neste dia.

 

VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (69)

 

 

Estávamos na sala mediúnica, no refazimento energético após um atendimento, quando eu e o médium percebemos a presença de energias muito grosseiras.

Oramos para envolver, num campo de vibrações amorosas, os seres que estavam envoltos numa espécie de bolha escura, como uma “fumaça” enegrecida.

Percebi o odor desagradável e me preparei para acolher o ser ou os seres, que se aproximavam. O médium estava receoso de não conseguir uma conexão com uma vibração tão densa, mas a Misericórdia Divina sempre está presente e observei os trabalhadores desencarnados envolvendo-os num campo luminoso.

Estabelecida a conexão, demostrou sua insatisfação em estar conosco, falando e gesticulando muito, e, num tom agressivo, ameaçava e questionava:

- “Vocês me trouxeram aqui....., porque?

Tenho muito ódio e vocês não vão me enganar não, já estou prevenido. Você não sabe o poder que tenho e do que sou capaz de fazer... vou destruir tudo aqui!

Não tente mexer com meu trabalho, não está vendo quem eu sou?

Parece que não tem medo, pois tenha!”

 

Enquanto desabafava sua raiva numa verborragia incontida, foi sendo envolvido pelas vibrações amorosas e pacificadoras do ambiente. Pedi-lhe que respirasse com mais calma e, logo depois, já falando mais pausadamente, perguntou o que estávamos fazendo com ele, pois estava “zonzo”.

Esclareci que trabalhava numa instituição que atendia a doentes, e que tínhamos observado que ele precisava de cuidados médicos, ao que retrucou:

- “Não tenho nada, não sinto nada, só ódio e raiva...”

 

Solicitei que observasse como estava sua aparência e olhasse seu corpo.

Enquanto lhe aplicava um passe, visualizei uma espécie de cordão cor de chumbo atado à região cervical superior, que foi desconectado. Inúmeros fios escuros o ligavam à formas-pensamento e a outros seres que se movimentavam numa massa viscosa, como betume.

Poucos instantes depois, disse que estava se sentindo muito mal e lhe orientei para, literalmente, vomitar toda a secreção que estava nas suas entranhas.

Mais aliviado, aceitou beber uma “água” e daí percebeu o estado real do seu corpo espiritual.

- “Como pode ser isso? Estou todo cortado, como dói.....

Me pegaram numa emboscada, deviam estar de tocaia e eram muitos. Não posso estar vivo, meu pescoço, meus braços, minhas pernas, tudo aberto, estou retalhado!

Me ajude! ”

 

Nesse instante de desesperação, demostrando uma dor física imensa, abriu uma possibilidade consciente para que a ajuda necessária fosse dispensada.

Foi esclarecido que trabalhávamos com uma equipe de saúde bem aparelhada e que iria para o hospital da casa e seria operado.

Ao tempo que orava e vibrava por ele, via na tela mental seu corpo num estado lamentável, já numa maca, sendo envolto por ataduras que lhe deram um aspecto de “múmia” e acabou por adormecer mais calmo e confiante. Senti uma vibração de gratidão vinda do seu coração que me muito emocionou, sentia-se acolhido.

 

O trabalho da noite foi encerrado, contudo despertou-me a curiosidade o fato deste espírito não ter-se apercebido de sua condição física-perispirítica, fato este já observado em outros tantos atendimentos.

Posteriormente, no desdobramento do sono, continuamos a tarefa, com ele e outros seres que se dirigiram à Casa, comandados por pessoas insatisfeitas com nossa humilde colaboração com o trabalho do Cristo.

Continuaremos com o tema na próxima semana.

 

Encerro citando Emmanuel, que no livro HOJE, psicografia de Chico Xavier, comenta sobre o “DESESPERO” (grifos nossos):

 

Provocações e problemas, habitualmente, são testes de resistência, necessários à evolução e aprimoramento da própria vida.

A paciência é a escora íntima que auxilia a criatura a atravessá-los com o proveito devido.

O desespero, entretanto, é sobretaxa de sofrimento que a pessoa impõe a si mesma, complicando todos os processos de apoio que conduziriam à tranqüilidade e ao refazimento.

O desespero é comparável a certo tipo de alucinação, estabelecendo as maiores dificuldades para aqueles que o hospedam na própria alma.

Em conflitos domésticos, inspira as vítimas dela a pronunciar frases inoportunas, muitas vezes separando os entes amados, ao invés de uni-los.

Nos eventos sociais que demandam prudência e serenidade, suscita a requisição de medidas que prejudicariam a vida comunitária se fossem posta em prática no imediatismo com que são exigidas.

Nas reivindicações justas, costuma antecipar declarações e provocar acontecimentos que lhes caberiam atingir.

Nas moléstias do corpo físico, por vezes encoraja o desrespeito pela dosagem dos medicamentos, no doente que precisa da disciplina, em favor da própria cura.

Disse Jesus: “Bem-aventurados os aflitos porque serão consolados,” mas urge reconhecer que os aflitos inconformados, sempre acomodados com o desespero, acima de tudo, são enfermos que se candidatam a socorro e medicação. “

 

MUITA PAZ para todos nós!

Francesca Freitas

07/12/2011

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