VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (75)

24/01/2012 18:44

 

O Momento de Luz de hoje vai falar de um candidato à “segurança” da Cacef, que tem muito a nos ensinar com a sua experiência.

Uma experiência que permite a reflexão da capacidade de nos doarmos e, principalmente, sermos agraciados com uma ação desinteressada. Ainda temos muitas desconfianças e medos quando, do nada, somos agraciados com uma boa ação.

Já passa da hora de nos abrirmos para o amor incondicional, não apenas amando, mas permitindo sermos amados.

Um dia de muito amor para todos.

 

VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (75)

 

 

A médium estava num breve intervalo repousante, após um atendimento mais demorado, quando percebeu uma sensação de “incômodo”. Fomos vibrando e estabelecendo um ambiente acolhedor para este espírito, pois visualizei o mesmo numa zona de penumbra muito densa.

Após alguns minutos em oração silenciosa, estabeleceu-se a conexão e um senhor em postura antálgica, desconfiado e altivo, passou a dialogar conosco.

Segue o relato da nossa conversa, com a fidelidade que a minha memória permitir e com alguns trechos abreviados, pois não foi muito amigável, a princípio,  contudo obtivemos um desfecho surpreendente.

 

Boa noite Irmão, seja bem vindo!

“- Bem vindo o que....

Eu estava lá escondido, e muito bem escondido, como você me achou e quem mandou você aqui?

Parece que não tem medo, não. Não sabe onde está, pois aqui quem manda sou eu.

Como passaram pelos outros e entraram aqui?

Fale, estou esperando......”

 

Enquanto eu lhe esclarecia que fazia parte de uma equipe de trabalhadores da Casa de Caridade e que estávamos em comitiva para auxiliar a pessoas carentes e doentes nas ruas, visualizei onde e como estava.

Era um beco muito escuro, ele estava sentado e encurvado, segurando uma “arma” e, a despeito da voz altiva e autoritária, tentava controlar a dor física, a que era submetido.

Sentia que havia mais trabalhadores da casa ao meu lado, e uma espécie de lanterna nas mãos de um trabalhador foi iluminando o local.

Nesse ínterim lhe pedi para que se virasse para examinar as suas costas:

- “Não mexa aí não!, Não está vendo que levei um tiro nas costas, daquele covarde, do bando deles, mas eles me pagam! Olha quanto sangue no chão!

Acertei entregar uma mercadoria para eles e fui sozinho no encontro. Ele me pagou, e quando dei as costas levei foi um tiro!

Corri muito para me esconder, mas, quando melhorar e tirar esta bala daí, vou dar um tiro em cada um deles e nas suas famílias. Vou reunir o bando de novo e sairei catando cada um....

Quem mandou vocês aqui?

Você é tão pequena, e esta senhora aí do lado menor ainda, vocês não vão poder fazer nada comigo.”

 

Eu lhe disse que era enfermeira e que a freira ao meu lado também trabalhava em um Hospital. Estávamos lá em grupo, mas tínhamos a nossa segurança, e principalmente a nossa confiança no Pai Maior. Enquanto conversávamos, permitiu que lhe fizesse um “curativo” na ferida, apreensivo com a sensação de estar perdendo muito sangue.

 

“Agora estou vendo! Vocês parecem de alguma religião, tudo calmo e assim sem medo, eu estava estranhando!

Você não vai poder tirar a bala aqui e eu tenho dinheiro, posso pagar qualquer hospital mas me leve para um longe, mais discreto, afastado, porque eles não podem me achar e os “homens” (possivelmente a polícia) também.

Não se preocupem que vou pagar a vocês pelo serviço, não quero dever nada a ninguém”.

 

Pedi-lhe que se apoiasse para que saíssemos do local, mas tinha muita dificuldade de caminhar, acabando por aceitar o auxílio de outro irmão desencarnado.

Enquanto caminhávamos num beco de pedras escuras, observava a presença de outros espíritos, como olhos furtivos a afastarem-se de nós, como se temessem à este espírito, escondendo-se.

Esclareci-lhe que a nossa instituição costumava trabalhar por AMOR, não cobrávamos nada, pois muitos de nós precisamos alguma dia de uma “mão amiga” e contamos com a boa vontade, vinda do mais alto através de pessoas depreendidas. Aceitaríamos sim, de bom grado, sua colaboração depois que estivesse com mais saúde, com o seu próprio trabalho, algum esforço pessoal a título de gratidão, ao que retrucou:

“Ah, agora sei mesmo que vocês devem ser de alguma religião boa, são gente boa e andam assim, sem medo!

Já sei! Quando ficar bom, vou ajudar na “segurança”, pego meu pessoal e vou proteger vocês. Deixo alguns olhando e vigiando de tocaia para nenhum malandro encostar lá no hospital de vocês, e quando vierem para o lado de cá, ninguém nem chegará perto de vocês, porque eu mando nesse pedaço, e basta me avisar.”

 

Despedi-me dele na entrada do hospital observando em sua voz indisfarçável alegria. Falei que certamente sua retribuição seria acolhida, mas que iria conversar depois sobre isto com os atuais encarregados da nossa “segurança”.

 

Num clima mais ameno e cordial observei a mudança deste espírito, acostumado às cobranças materiais, numa encarnação onde desembocou na contravenção. Não conhecia o acolhimento desinteressado, mas a sua disposição em auxiliar, da maneira que podia, abriu oportunidade para que seu Espírito pudesse contemplar novas experiências.

Como sempre, a Misericórdia Divina e Amor demonstram seu poder.

 

Muita Paz para todos nós.

Francesca Freitas

24-01-2012

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