VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (76)

02/02/2012 10:07

 

A Vivência Mediúnica de hoje traz uma reflexão sobre o trabalhador espírita e a sua relação com o tema mediunidade.

Duas singelas histórias começarão a ser apresentadas no dia de hoje para que possamos aprofundar o estudo sobre a nossa relação com os nossos dons e a utilidade que damos a eles.

Que tenhamos um dia repleto de bênçãos.

 

 

VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (76)

 

 

Alguns fatos ocorridos no meu local de trabalho, além de questões que, volta e meia retornam em alguns grupos espíritas, me inspiraram a tecer alguns comentários sobre a mediunidade e o trabalhador espírita.

Partilho hoje as duas histórias, para reflexão sobre o que queremos fazer da nossa espiritualidade, da sensibilidade sutil à que chamamos de mediunidade.

Há poucas semanas atrás, conversei com uma senhora que se proclamou “espírita” há muitos anos. Entre a descrição minuciosa dos seus pesares físicos e emocionais, a “poliqueixosa” Sra.X relatou que participava de algumas atividades assistenciais num Centro Espírita, com freqüência irregular, e que era “médium desde que nasceu”, portanto sentia-se “pronta”. Disse que mantinha contato com muitos espíritos, deixando claro que poucos deles eram pessoas comuns,  pois a maioria era composta por “espíritos de vulto” que se comunicavam com ela. Soube que já tinha freqüentado inúmeros centros espíritas, com práticas mediúnicas diversas. Contudo, sempre havia algum tipo de desentendimento nos grupos e ele se afastava, além do que “as pessoas“ não entendiam a sua mediunidade tão avançada.

Comentei ser trabalhadora da seara e que todos nós temos um maior ou menor grau de mediunidade, a ser desenvolvida com o estudo e a prática, conjunto da educação mediúnica; e que todos nós temos habilidades para desenvolver, caso haja vontade e disposição.

A Sra. X recebeu minha observação com um certo contragosto e revelou não ter muita paciência ou disposição para estudar, pois sua mediunidade já era completamente desenvolvida. Dizia que não precisava, que já tinha “lido aqueles livros” (a Codificação). Disse estar conformada com seus dons, contudo ainda sofria um pouco quando sentia que devia aconselhar alguém, pois queria ver ou pressentir algum fato ou, simplesmente, receitar algum remédio ou composto com ervas para a saúde do aconselhado.

Ao tempo em que dizia querer colaborar com seus conselhos e dons mediúnicos, sentia-se impedida de fazê-lo, pois, se fosse à um novo Centro Espírita, seria difícil colocarem ela para trabalhar, de imediato, nas mediúnicas. Teria que passar por um estudo ou, até mesmo fazer, “mais um tratamento” de desobsessão, o que era praticamente inadmissível na sua idade e com tantos anos de “espiritismo”. 

Encerrada a conversa, por pouco não me receitou um “remedinho”, saiu satisfeita por eu ter escutado sua conversa de vítima.

Na minha tela mental, observei a presença de “irmãozinhos”, sorrindo zombeteiramente a acompanhá-la.

 

Vamos agora ao Sr. “Y”, que logo após nossa apresentação, me perguntou numa voz pomposa se eu acreditava em espíritos. Como disse que acreditava, afirmou ter observado que eu “tinha muitos espíritos”. Tentei mudar de assunto, mas como notei que o mesmo queria ser escutado, fomos conversando enquanto realizava um determinado procedimento.

Este senhor disse ter um guia espiritual de 400 anos de idade, pois sua última encarnação foi num país oriental e ninguém entendia o que ele escrevia. Eram mensagens muito importantes, mas que tinha muita dificuldade para traduzir as inúmeras páginas “psicografadas”, pois ninguém conhecia sua língua. Disse ainda que ele falava mais algumas línguas antigas de outros países orientais.

Não sei bem se os comentários que se sucederam foram meus mesmo ou através da inspiração de algum amigo espiritual, mas a conversa ficou mais leve. Perguntei ao Sr.”Y” se esse espírito, com tanto tempo no mundo espiritual, não tem nenhum amigo para lhe ensinar o português, ou até mesmo traduzir as suas mensagens.

Parou por alguns instantes e disse: “eu nunca tinha pensado nisto, mas vou falar com ele quando o encontrar”. Fiquei muito curiosa e, calada, pensei: como vai “falar” com este espírito?

A conversa continuou com algumas colocações esdrúxulas, mas ao final o Sr. “Y” saiu mais disposto a refletir acerca da sua comunicação.

 

Tecerei comentários sobre essas comunicações na próxima semana.

Muita Paz para todos nós.

Francesca Freitas

31-01-2012

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