VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (79)

22/02/2012 07:42

 

A Vivência Mediúnica de hoje relata um atendimento, efetuado em nossa casa espírita, à um ambiente de muita dor e animalização.

Impressionante a nossa capacidade em criar momentos de extrema dor, inclusive anulando a nossa condição de espíritos, de indivíduos conscientes da nossa existência.

Que estejamos aptos a orar por estes seres tão necessitados.

Que tenhamos um dia de muita oração por aqueles que estão perturbados.

Muita paz.

 

VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (79)

 

Relato, hoje, um atendimento na atividade mediúnica, que revela a integração de núcleos diversos de colaboração com o trabalho assistencial amoroso realizado nesta casa, o que certamente também ocorre em inúmeras outras instituições da crosta.

É um relato literalmente "cavernoso", que inicialmente me deixou em dúvida quanto a partilhá-lo com vocês, contudo o chamado veio e já tenho mais juízo para atender às recomendações "superiores".

Estava ao lado de um médium que percebeu "presenças" muito estranhas, e, segundo sua percepção, seria muito difícil uma conexão mais forte. Ao tempo em que falava da sua dificuldade, senti que estávamos como que banhados numa energia prateada, tanto para nosso trabalho quanto para proteção.

Oramos e vibramos para iluminar um determinado local que já avistávamos. Havia uma espécie de barreira magnética na estreita entrada de uma enorme caverna abobadada.

Um ser que vigiava a entrada do local fez um tipo de conexão com o médium e foi envolvido pelas vibrações dos trabalhadores desencarnados.

Inicialmente, a entidade não falava, emitindo sons e gritos como de uma gralha com seus braços atrofiados devido à forma animalizada de pássaro escuro.

Após alguns instantes, conseguimos um tipo de comunicação, como se captássemos palavras soltas da sua mente, em desalinho, e que revelavam seu desagrado com nossa presença ali e o temor por ser castigado por não proteger a entrada do local.

Depois de aspirar uma espécie de gás que exalava de um artefato (parecia flocos de algodão azulado) na mão de um trabalhador espiritual, adormeceu mais tranquilo e foi transportado.

A essa altura, o médium e eu já estávamos trabalhando desdobrados, e pudemos observar a extensão do recinto. Era enorme, escuro, frio e com uma umidade sufocante.

Observamos a presença de uma fileira com dezenas de companheiros desencarnados, enfermeiras, maqueiros, médicos, assistentes e outros seres. Esses últimos que denomino de acompanhantes, eram seres muito altos e de silhueta esguia, cujo rosto não conseguia enxergar devido à enorme luminosidade que emitiam.

Interessante que estes acompanhantes ficaram próximos à entrada,, com artefatos que emitiam uma luz muito brilhante que ia iluminando toda a caverna.

Ao chegarmos estes acompanhantes nos deram, também, pequenas lanternas e fomos adentrando no enorme recinto, de onde partiam galerias.

Observamos, então, que havia centenas de seres em casulos enegrecidos, que pareciam morcegos pendurados nos tetos das galerias. O piso era escuro e viscoso, com buracos de onde saiam vapores. Tive a sensação de que nós todos, presentes naquele ambiente, andávamos flutuando acima do chão acidentado.

O médium me disse que eles estavam assim por muito tempo, e deviam ser abordados com muito cuidado para não aumentar as lesões do perispírito tão deformado, estavam por demais fragilizados.

Observei que a luz emitida pelas lanternas nas galerias era de uma intensidade menor, em tons claros de violeta e azul. Auxiliamos  alguns espíritos no trabalho de desprendimento de um grosso fio que os prendia aos tetos, envolvendo-os num "cobertor", que parecia de um metal leve, macio e flexível, e acomodando-os, suavemente, numa maca. Daí os trabalhadores os levaram até a entrada.

Observei de perto um desses seres, cujo casulo foi rompido, e me tocou de compaixão. Não sei nem bem descrever direito, parecia um misto de corvo com morcego, com um olhar tão humano, triste e perdido! Naquela massa quase amorfa havia uma alma sofrendo.

Num breve momento senti algo diferente no meu corpo e percebi que estava vestida com uma espécie de roupa de proteção colada ao corpo e com algo na cabeça, contudo podia respirar e me movimentar normalmente.

Os que despertavam desse torpor secular, saindo da membrana enegrecida que os envolvia, emitiam gritos fracos. Com dificuldade de respirar, eram atendidos pela equipe médica desencarnada.

O médium e eu tivemos a sensação de que passamos algumas horas naquela tarefa, no entanto, não sei se nos estendemos por mais de 15 minutos no nosso "tempo".

Além disso, tive uma experiência particular não usual de não lembrar de mais detalhes do ocorrido, pois sou médium consciente, e, "de repente", encontrar-me de novo na sala mediúnica, com uma sensação de lapso tempo-espacial, chegando de uma "viagem longa".

Retornamos ao ambiente mediúnico, e foi-me intuído que trabalharíamos com aquele grupo de espíritos no desdobramento do sono. Oramos e, refeitos, continuamos as tarefas da noite, que já se encerrava no estado de vigília.

Na próxima semana relatarei o que pude reter na memória desse trabalho de resgate e assistência a esses irmãos dementados e animalizados, agraciados pela Misericórdia Divina, que a todos, absolutamente a todos, alcança.

Muita Paz para todos nós.

Francesca Freitas

20-02-2012

 

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