VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (81)

08/03/2012 07:04

 

A Vivência Mediúnica de hoje tece considerações sobre uma pessoa que sempre nos provoca reações fortes: O DIFERENTE.

Por refletir o desconhecido, tentamos enquadrar o diferente sobre o nosso conhecido, provocando, muitas vezes, distorções e preconceitos.

O texto de hoje apresenta uma mera reflexão sobre a possibilidade do diferente somar, mudando a nossa postura tendente, sempre, a diminuir.

Que abracemos, no dia de hoje, aquilo que se mostra diferente ou desconhecido para nós.

Muita paz.

 

VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (81)

 

Nas vivências mediúnicas prévias, relatei um atendimento a um grupo de espíritos com um grave desequilíbrio mental e orgânico. Comentei, em seguida, acerca das instalações, acolhimento e tratamento nesta espécie de estação socorrista, montada pelos nossos Irmãos Maiores.

Ressalvo que não há ineditismo nesta descrição, pois referencias à trabalhos semelhantes estão na vasta obra da chamada série de André Luiz,  psicografados por Chico Xavier e Waldo Vieira, há mais de 50 anos. Em todas essas obras a introdução é feita por Emmanuel, que apresenta cada uma delas com ensinamentos preciosos.

Na codificação Kardequiana, há relatos de espíritos que já habitaram a Terra, e que moram em outros planetas, além de ensinamentos com referencia à constituição física do perispírito, que retira do planeta, onde habita, os seus elementos constitutivos, o que nos faz pensar na inúmera diversidade de formas, elementos e energias que povoam um universo infinito.

Em obras de outros autores, principalmente nas mais recentes, como em “Transição Planetária” de Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo Franco, o trabalho com irmãos de outras orbes celestiais, em colaboração conosco, “terráqueos”, fica mais explícito, ao mesmo tempo em que nos revela a ampliação do sentido de “humanidade” e “vida”.

E é sobre isto que desejo tecer meus comentários pessoais, nesta época de transição e em que a palavra “ascensão” passa a ter vários significados.

Sendo o Universo infinito, infinitas são as possibilidades de manifestação do “Criador”.

Como nosso cérebro em vigília processa informações num determinado espaço-tempo e dimensão físico-energética, classificamos e compartimentalizamos nosso contato com o mundo interior e exterior.

Para a mente racional entender, classifica e codifica informações. O mesmo fazemos com as informações psico-sensoriais, mesmo que não tenhamos a plena consciência disto. E é nesta classificação, associada à valores pessoais e valores diversos que partilhamos do insconsciente coletivo, que podemos misturar algumas coisas.

Há um certo embaralhamento de julgamentos, de bom ou ruim, agradável ou desagradável, gostar ou não disso ou daquilo.

Esta tendência a ter um juízo de valores presente é evolutiva, mas unificá-la com a mente que surge num nível suprarracional não é, pelo menos para mim, uma tarefa muito fácil.

É nesta dança entre a análise e a síntese que crescemos, cada um no seu ritmo próprio, acompanhando os demais ritmos, desde os biológicos internos até os ritmos planetários.

Chegando aos ritmos, aos ciclos que podem durar de segundos a milhares, quiçá milhões de anos, devemos “julgá-los”?

Eles apenas são, existem, como uma folha verde, ele simplesmente é. 

Esta “folha verde”, porque contem um determinado pigmento, terá uma interação próxima comigo, se por exemplo for utilizada como fonte de energia comestível. Neste caso, particularmente, será boa ou prejudicial à minha saúde.

Voltemos ao nosso sistema de divisão e classificação de dados e informações.

Quem vem de um país, que já é uma divisão, para outro é um estrangeiro.

Se visitarmos o planeta Marte, seremos estrangeiros “Extra marcianos”. Aliás, pelo histórico das colonizações realizadas na nossa orbe, eles são quem devem tomar cuidado conosco. Portanto ser estrangeiro é apenas isto, não significa ser bom ou ruim, ignorante ou sábio. Tem relação apenas com o espaço.

Quando o julgamento fica em forte associação com o espaço-tempo, há uma limitação das possibilidades reflexivas, principalmente quando a assertiva generaliza-se, como por exemplo: tudo que é antigo é ruim ou toda novidade é boa. 

Não é preciso mais excluir para incluir. É uma transição paradigmática enorme, mas já em curso.

Percebo, muitas vezes em mim mesma, essa tendência separatista, ao falar de grupos contextualizando-os em pré-julgamentos. É preciso perceber-se e perceber o outro em diálogos que “classificam”: como em “os americanos”, “os africanos”, “os intraterrestres” ou “extraterrestres”. Tomos somos espíritos que habitam algum corpo celeste. Viemos de muitas moradas e certamente ainda iremos habitar em outras tantas.

O conteúdo moral, este sim, nos diz respeito ao próximo. 

Essa tendência de separação dos mundos por aspectos dos habitantes,  já em voga, me levou a observar a diversidade de raças do nosso próprio país.

Mistura fina e linda.

Será que no Universo não haverão outras?

Nem todo Africano é negro e nem todo habitante do Planeta XYZ é ruim ou absolutamente bom. 

O extraordinário significa apenas não usual, infrequente ou incomum. Um estrangeiro ou extraterrestre, é apenas um vizinho mais distante, e poderá ser moralmente evoluído ou não.

Ascender significa apenas subir mais um degrau, e se for em direção à sacralidade, mais um degrau de milhares de outros pela frente.

E como sou um “espírito” que está aprendendo a dançar e caminhar na sua “estrada cósmica”, agradeço a todos, encarnados e desencarnados, de todas a nações e povos, deste e de outros planetas, que trabalham para o BEM COMUM, para o CRIADOR.

Agradeço imensamente pelos encontros e aprendizado, a todos os espíritos que com sua luz, nos auxiliam na ampliação da compreensão, na extensão dos significados, com consciência e amorosidade.

 

MUITA PAZ para todos nós.

Francesca Freitas

06-03-2012

 

 

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