VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (87)

12/04/2012 06:00

 

A Vivência Mediúnica de hoje aprofunda a história de Manolo, relatando um diálogo de muito aprendizado para todos os envolvidos.

É incrível como as coisas se repetem, independentemente no plano em que nos encontramos. Quantas vezes pensamos em ajudar, sem ao menos estarmos sereno para propiciar ajuda.

A história de hoje nos lembra de que quanto melhor estivermos com o nosso SER mais capazes no encontraremos de fazer a diferença para o mundo (físico ou espiritual) que nos rodeia.

Estejamos bem para o nosso potencial seja distribuído na Seara da Vida.

Um ótimo dia para todos.

 

 

VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (87)

 

Cerca de quatro ou cinco semanas depois do meu primeiro encontro com Manolo, mantivemos mais um contato. O trabalho de atendimento já estava praticamente no final e eu estava acompanhando o mesmo médium, João, num momento de pausa e oração, quando ambos percebemos a presença de um espírito.

O médium manteve contato sem dificuldade, e eu percebi, na minha tela mental, que Manolo se encontrava numa ampla e clara enfermaria. Estava recostado num leito hospitalar, distante poucos metros de outros leitos.  Percebi a presença de uma senhora, que identifiquei como enfermeira, muito simpática ao seu lado.

 

Perguntei-lhe como estava se sentindo, após pontuar para o mesmo que já estava com um aspecto melhor. Iniciamos uma conversa, e reproduzirei alguns trechos, o mais fielmente possível.

 

“- Eu pedi para que vocês viessem me visitar, pois acho que você me compreendeu.

Eu sei que estou melhor, que tenho ainda muita coisa para entender, e às vezes minha cabeça fica meio confusa, mas estou tomando todos os remédios que me dão, descanso e durmo muito. Já não fico mais tão cansado, e até andei até o jardim.

Mas, estou muito preocupado com “ela”, e sei que deveria estar ao seu lado. Como posso ficar assim descansando, e quem estará cuidando dela?.”

 

Falei, ao mesmo, que havia espíritos amigos a ampará-la e que, naquele momento, ele precisava recuperar-se. Que todos nós tínhamos, de alguma maneira, “cuidadores” que nos orientavam e protegiam, dentro do possível, respeitando-se o livre arbítrio pessoal.

Senti que não foi bem o que ele esperava escutar, pois buscava um reforço para sua intenção de sair, com a maior brevidade possível, da instituição, e daí interrompeu minha fala, evidenciando ansiedade.

 

 “Mais eu a conheço melhor. Já me contaram algumas coisas e eu tenho muitas lembranças....

Às vezes eu acho que é porque sonho bastante e fico um pouco confuso com essas histórias de vidas passadas.

Não sei distinguir bem ainda, quando é um sonho ou se aconteceu realmente!

Além disso, estou tomando muitos remédios, e pode ser por isso os sonhos. Mas sei que estou muito melhor e sou forte o bastante para cuidar dela.

Então, você pode me ajudar, para eu sair logo daqui e ir ficar com ela?

Ainda mais agora, depois de tudo..., de tudo que eu sei que fiz!

Estou aqui há tempo demais, e já vi outros terem alta. Mas, eu prometo que se me derem os remédios eu tomo tudo direitinho, não quero fugir, sei que sou bem tratado e não sou ingrato.

Agradeço muito a ajuda, mas quero ficar com ela.... Você sabia que eu a perseguia?

Tinham mais espíritos naquela casa, e algumas almas ruins mesmo, como vou protegê-la?

Meu Deus, o que eu fiz?.”

 

Nessa hora, sua respiração ficou ofegante, levou a mão ao coração, com uma expressão dolorosa, sofrida e amarga, e chorou copiosamente constrangido pela dor da culpa.

Mesmo comovida, mas com o amparo e intuição da equipe espiritual da casa, lhe disse logo:

 

- Meu irmão, veja bem como modificou o seu estado de saúde mental e física quando o sentimento de culpa o abateu. Acha mesmo que vai colaborar com Aline neste estado?

Sua presença aqui não é apenas para recuperação do corpo perispirítico, mas também para refletir com calma sobre suas ações pregressas, para daí planificar as vindouras. Nem sempre as boas intenções dão os resultados que esperávamos, pois é preciso planejar as ações. Um ato impensado pode ter repercussões graves. 

Pensemos no preparo, no estudo para fortalecer o entendimento e o ânimo. Suas lembranças irão ficar mais nítidas, e é preciso dar mais tempo para que você sedimente seus pensamentos com clareza. 

Confie em DEUS, na misericórdia divina. Pense no auxílio que deseja prestar, e observe que, você mesmo, está sendo auxiliado neste momento, nesta Casa de Caridade, por trabalhadores que se prepararam para este mister.

A melhor maneira de ajudá-la, agora, é ajudando-se, trabalhando na sua própria recuperação para que fortalecido, possa auxiliá-la. Ore, aprenda a orar e confiar, e a vigiar, vigiando-se primeiro.

Não se sente protegido e amparado aqui?

 

De alguma maneira se pôs a refletir, respirou mais devagar e parou por alguns segundos antes de me responder:

 

“- É verdade. Se eu mesmo, com tantas culpas sou amparado, minha “amada” também deve estar amparada. Já tinham me dito isto aqui, mas agora, eu acho que comecei a entender um pouco, mas é que sinto muita saudade.

Saudade dos momentos que fomos felizes juntos e tristeza e vergonha pela raiva que já senti, pelo sofrimento que causei. Imagine que disse um dia que jamais a perdoaria! Eu a amo....”

 

E antes que retornasse ao estado de crise anterior, a enfermeira amiga disse que estava na hora de tomar um remédio. Percebi que a nossa “visita” se encerrava ali.

Despedi-me observando-o sorver um copo com líquido cristalino e levemente brilhante (pensei, na hora, em água fluidificada), como que disposto a colaborar com sua própria recuperação, aceitando de bom grado as instruções que a enfermeira lhe passava.

 

Nesse ínterim, passei os olhos pela enfermaria e vi que alguns poucos espíritos, naquele momento, também estavam a receber os visitantes encarnados, como eu. Voltei como num “susto” à sala mediúnica, meio que sem noção do tempo, quando os companheiros começavam a entoar um canto preparatório para a fase final do trabalho.

 

Despeço-me hoje com este canto, que na breve pesquisa que fiz na net, a autoria é de Cenira Pinto:

 

“Quanta luz neste ambiente,

Descendo sobre nós, vibrando em nossa mente

Quanta luz, quando assim em prece,

Nossa alma cresce

Aos olho de Jesus.

Quanta luz,

Quando em oração,

A voz do Mestre fala

Ao nossos corações

Quanta luz, descendo sobre nós,

Quanta luz, quanta luz...”

 

Muita PAZ para todos nós,

Francesca Freitas

11-04-2012

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