VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (91)

08/05/2012 19:55

 

Na vivência mediúnica de hoje, faremos um passeio reflexivo, observando os meandros relacionais das emoções, sentimentos e pensamentos com a respectiva tradução dos mesmos nos corpos físico e perispiritual.

Uma leitura que nos trará a reflexão, o questionamento do que estamos fazendo mesmo com as nossas emoções empilhadas.

Neste processo, indispensável se apresenta o autoconhecimento. Em que pese a maioria de nós não ter lições na escola, nas academias tradicionais, de como conhecer-se, aceitar e transformar as emoções, o processo deve ser iniciado.

E momentos de reflexão, como a leitura destes textos, se tornam fundamentais para esta nova educação.

Um dia de profundo conhecimento para todos.

Paz;

 

 

VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (91)

 

Faremos hoje um passeio reflexivo, observando os meandros relacionais das emoções, sentimentos e pensamentos com a respectiva tradução dos mesmos nos corpos físico e perispiritual.

Como já comentado anteriormente, somos seres sensoriais e captamos, nos dois corpos simultaneamente ou apenas no corpo perispiritual, estímulos da mais variada diversidade, incluindo as vibrações mais sutis da própria natureza, de outros seres vivos e, até mesmo, aquelas produzidas nos nossos próprios corpos, endógenos.

Importante é, portanto, abrir a percepção consciencial para o nosso mundo mental e emocional, no olhar para dentro, porém como um observador atento, interessado e curioso, destituído de pré-julgamentos. A visão profunda voltada para o si mesmo, certamente, nos levará a encontros agradáveis, outros, incômodos, mas, nas mais das vezes, surpreendentes.

 

Um caro amigo espiritual. A. M., me esclareceu sobre a importância do autoconhecimento e do “amor” numa acepção ampla da palavra, nesta lição:

“ O mestre Jesus nos ensinou a amar ao próximo como a si mesmo. Nesta frase está a medida justa, nem mais ao próximo que a si mesmo, nem a si mesmo mais amar que ao próximo.

Caso desviada para um lado apenas, a balança do amor desvirtua-se no egoísmo. De um lado o ególatra e do outro um ser carente, faminto da amorosidade alheia, para compensar o próprio desamor. Não há como distribuir um bem do qual não se seja um legítimo possuidor.

Na faixa evolutiva em qual a criatura transite, será coerente com os princípios morais que coadunam com a concepção particular do amor.

Amarás e respeitarás a tua individualidade, nem mais nem menos que a de outro indivíduo.

O cuidado, a atenção, a afeição, a compreensão e o perdão, portanto, têm mão-dupla na medida certa. Mas como cuidar daquilo que desconheces?

Há muito lhes foi dito: Conhece-te a ti mesmo! ”

 

Convido-os a mergulhar nesta preciosa lição, que me fez meditar acerca do autocuidado, do descobrimento para transformação e na relação com os “amores” diversos e particulares. Muitas vezes repasso suas palavras, amplificando seu sentido.

Conhecer é observar o desconhecido, desvelar, estudar, e ir a fundo em algo. Será que investimos tempo e esforço em nós mesmos, no nosso descobrimento para transformação desse interior desconhecido?

No plano consciente, lidamos com multi-estímulos processados no cérebro de vigília, e realizamos inúmeras tarefas motoras e psíquicas visando uma performance melhor ou mais eficiente. Para isto, utilizamos o repertório aprendido com os programas de execução motora e os conteúdos guardados nas memórias, inclusive nas memórias emocionais e afetivas.

Mas, geralmente, não nos apercebemos que, ao buscar determinada informação na memória operacional, ativamos as memórias emocionais-afetivas, em graus diversos. Além disso, processamos inúmeros estímulos emocionais que a consciência de trabalho não filtra.

São muitas as tarefas do dia-a-dia, laborais e/ou acadêmicas, deslocamentos, ocupações e preocupações, e, nas mais das vezes, a disponibilidade de tempo para a auto-observação é nula ou pouco significativa.

Recordemos de que o inconsciente vai gravando ininterruptamente as sensações, até “empilhá-las”, na falta de uma palavra melhor, em algum local. Por isso nos sentimos muitas vezes “cheios”, com uma sensação de desconforto. O reflexo nos nossos corpos geralmente é o do famoso “cansaço do fim do dia”, ou sensação de peso no corpo físico, frequentes na cabeça ou coluna cervical e ombros. Dá-nos vontade de descansar, relaxar e adormecer.

Nos processos fisiológicos compensatórios vem o sono reparador e necessário para o relaxamento dos músculos, para que os sistemas endócrino e autonômico procedam aos processos de homeostase, ou equilíbrio das funções chamadas vitais. No corpo físico, após a retirada, nos alimentos, dos nutrientes necessários, será excretado tudo que não for aproveitado. 

A maioria de nós não teve lições na escola, nas academias tradicionais, de como conhecer-se, aceitar e transformar as emoções. Muito nos é ensinado sobre repressão, ou, no extremo oposto, sobre o dar vazão na primeira oportunidade.

Mas o que fazemos mesmo, com as emoções empilhadas?

Boas emoções, sensações de calma e paz, geralmente são fugazes na lida diária. Como reter melhores sensações, sentimentos nobres e pacificadores com um corpo emocional repleto de tensões, obrigações a fazer, preocupações, restos de conflitos diários, ou de memórias evocadas por encontros desarmoniosos?

Precisamos desocupar estes espaços, remover o lixo diariamente ou com poucos dias, para evitar o acúmulo desnecessário. Quando a pilha está muito grande, desequilibra-se e, do inconsciente, vem a explosão, o dar vazão à emoção naquele momento, muitas vezes abruptamente saída do inconsciente. Nesta hora muitos julgam que há influência de outra pessoa, até mesmo de um desencarnado, que é responsabilizado pela verdadeira avalanche que, com sua força própria, precisa desvanecer-se, percorrer um caminho até finalizar.

Lembremos que uma avalanche é cega, bruta e vai levando tudo que encontra no caminho de menor resistência, muitas vezes violenta.

Por isso, após uma descarga emocional densa, a popular “explosão” ou “lavada da alma”, a maioria de nós se sente exaurida e aliviada ao mesmo tempo, e não é para menos. Desmedida, leva a inúmeros inconvenientes, pois pode ocorrer sem prévio aviso de onde, como, quando e quanto.

Além do mais, o lixo mental e emocional antigo pode encrustar-se. Perigoso, pois quando pensamos que estávamos livre dele, ele retorna exalando sua presença após caírem novas emoções pilha acima.

A permanência no desequilíbrio pode instalar doenças perispirituais e físicas de longo curso até que possamos desvendar, onde estava seu fulcro naquela “pilha”, o problema real.

 

No processo do conhecer-se e “amar-se” entram a perquirição das emoções guardadas, principalmente da mágoa e da revolta. Podermos aprender a observar a raiva vir e passar e compreender que revolta será transitória.

A vazão, num nível mais físico, pode ocorrer com exercícios, caminhadas e outros métodos, mas a vazão num nível emocional e consciente, só ocorrera se for permitida e desejada. 

Ao liberar espaços para reflexão e meditação, observamos as emoções num lugar fora do ego, desidentificados com aquela energia.

Teremos força, pelo menos para começar a rever e retirar os resíduos, se recorrermos à oração amiga que fortalece a fé, que nos despreocupa, pelo menos momentaneamente, e do auxílio dos queridos irmãos de Luz, que nos prestigiam com sua presença à nossa evocação sincera. Afinal, somos todos filhos de um maravilhoso Pai - Mãe Maior, que nos ama incondicionalmente, e nos impulsiona a aprender a amar, a Ele mesmo, a nós mesmos e a humanidade.

 

Encerro hoje com as palavras do Mestre: “Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”, pedindo que nos auxilie a sermos bons alunos.

 

Muita Paz para todos nós.

Francesca Freitas

07-05-2012

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