VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (93)

24/05/2012 15:40

 

Dando continuidade à experiência narrada na semana passada, a Vivência Mediúnica de hoje nos ajuda a recordar o ensinamento do Espírito André Luís, que nos diz que o espírito não retroage, porém estaciona e degrada seu perispírito.

Voltamos às atividades de resgate na caverna, onde se encontravam espíritos com morfologia degradada e inconscientes.

O auxílio a maior das dificuldades é um alento às nossas dificuldades mundanas, nos convidando, sempre, a confiar.

Confiemos e tenhamos um ótimo dia.

Muita paz.

 

 

 

VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (93)

 

 

Dando continuidade à experiência narrada na semana passada, recordo o ensinamento do Espírito André Luís, que nos diz que o espírito não retroage, porém estaciona e degrada seu perispírito.

Na caverna, onde estavam aqueles espíritos com morfologia degradada e inconscientes, haviam outros locais, como grutas no fim de alguns corredores. Lembro-me do trabalho feito em desdobramento em algumas delas.

 

Em uma determinada gruta, com uma atmosfera algo sulfurosa, nosso trabalho era de retirar cautelosamente os espíritos “vestidos” em formas zoantrópicas e paleozoicas do solo central, como que envoltos numa terra barrenta, porém com uma aparência algo definida, pois tinham formação cefálica, corpo com tronco e membros rudimentares, a despeito de formas absolutamente estranhas para mim mesma, de cada uma dessas partes do corpo.

 

Parecia um trabalho arqueológico, com uma rede magnetizada ao redor da área a ser escavada, e com a utilização de instrumentos adequados. Dentre estes, pois os demais não saberia como descrever, havia um com a forma de um grande pincel, que passávamos no “barro”, para limpar delicadamente cada criatura que se revelava. Depois, outro pincel, molhado num líquido que desconheço, era passado, para facilitar o desprendimento e retirada do ser.

 

Algumas criaturas estavam muito próximas, como que emaranhadas, e íamos separando-as com muita calma. Depois de soltas, cada uma era disposta na maca-capsula e transportada para a unidade hospitalar, para, daí então, permanecer na incubadora, o tempo necessário ao refazimento inicial.

Nas expressões faciais de alguns trabalhadores próximos, encarnados e desencarnados, estava estampada uma alegria serena, com a sensação de vitória a cada resgate. Éramos em cerca de 12 a 15 a labutar nessa espécie de poça rasa e ampla.

Retornei ao meu tempo de estudante de medicina, quando auxiliei ao primeiro parto; não houve o choro da criança, porém senti entusiasmo semelhante quando soltávamos um desses espíritos e o colocávamos na maca-capsula.  

A despeito de estarmos num local insalubre, havia uma energia de amorosidade permeando a atmosfera, com sorrisos silenciosos e ternos.

 

Curiosa, perguntei a um trabalhador desencarnado graduado, que dirigia a nossa equipe, o que aconteceria a um determinado espírito. Respondeu-me com polidez e olhar paciente, afirmando que " depois,.... depois do encerramento desta tarefa hoje".

Lembrei-me, na hora, daquela curiosidade inicial do novato num serviço, que tem que deixar de lado a sua questão pessoal para cumprir o que deve. Meu compromisso, naquela hora, é com o outro e não comigo mesmo. É o estar presente naquele momento, deixando as conjecturas para trás. Assim, calei-me, pensando na minha inconveniência. Dito isto, vejo que ainda há muito e muito trabalho interior a fazer na mineração interna.

 

Na hora certa, fui esclarecida que todos esses Espíritos seriam avaliados pelos médicos espirituais, para prescrever o tratamento personalizado, caso a caso, pela equipe citada e pelos Mentores do trabalho, após uma leitura profunda dos seus compromissos cármicos e possibilidades evolutivas.

Dentre os que estavam agrupados, as causas deste agrupamento eram diversas. Alguns se agruparam devido a débitos contraídos em grupo, outros unidos pelos laços de ódio e destruição, e outros, devido à sintonia vibratória, eram atraídos para o convívio com os semelhantes.

Foi-me dito, também, que esses processos, geralmente, demoram muito tempo, porém variam de acordo com a força de vontade, móvel espiritual de cada um deles.  Muitos espíritos não tinham a consciência das consequências infelizes dos seus atos, pois eram rudes, intelectual e moralmente.

Somente após a avaliação progressiva de cada um, seriam decididas as medidas mais adequadas ao processo evolutivo dos seres. Alguns poderiam encarnar ainda no planeta, e outros seriam transportados para mundos próprios ao seu desenvolvimento, com os elementos materiais afins aos perispíritos.

 

Refleti sobre o porquê daqueles seres estarem com os perispíritos tão densos e identificados com os elementos minerais do planeta, e daí várias tradições religiosas comentarem sobre o nascimento do homem a partir do “barro”, como que moldado sobre argila. E existem inúmeras espécies de barros argilosos na composição química dos solos.

Realmente é da junção do cálcio, magnésio, ferro, cobre, fósforo, silício e uma infinidade de materiais, que juntos à preciosa água, ao oxigênio e carbono que é possível a vida em organismos complexos, como a conhecemos no nosso planeta. Outros materiais estão presentes nos organismos denominados extremófilos, a exemplo de bactérias que abundam em locais de lixo radioativo e tóxico, ou nas proximidades de vulcões submersos.  

 

É incrível a diversidade de formas de vida abrigadas no nosso Planeta, a quem devemos amar e respeitar pelo abrigo e fornecimento dos elementos para a expressão física do nosso Espírito, seja na dimensão perispiritual e/ou perispírito-corpo etérico do encarnado.

Pessoalmente, refleti no trabalho depreendido pelos arqueólogos, mineradores e paleontólogos, que cavam e escavam a terra para descobrir tesouros, pedras preciosas, desvendar mistérios dos animais e da vida no planeta, e etc. Porém esforço maior é dispensado pelos desbravadores da Espiritualidade Superior.

 

Fiquei encantada, na falta de outra expressão, com o auxílio abnegado dos Trabalhadores da Luz por sobre a Terra. Sempre interessados na ajuda amorosa, no desenvolvimento integral de todos os seres, filhos do Pai-Mãe Maior. Ninguém é esquecido pela Misericórdia Divina.

Compartilho com vocês a experiência com esse trabalho que muito me ensina, ainda em curso.

 

Encerro com palavras da Mestra Joanna de Angelis:

“ O homem que desperta para as experiências libertárias, emerge dos sentidos opressores e ala-se. O conhecimento torna-se-lhe uma bússola e um roteiro, enquanto o sentimento o propele à conquista das distâncias.

O prazer instala-se-lhe nas áreas profundas do ser através das sucessivas aquisições da renúncia, da abnegação, da identificação dos valores reais, em detrimento das inquietações provenientes dos desejos insatisfeitos.

Verticaliza a conduta e comanda o pensamento, sem vazios, físicos ou mentais, para os conflitos

que envilecem, atormentando o coração.

Os seus, são os triunfos sobre os próprios limites.”

              De “Momentos de Meditação “

 

 

Muita PAZ para todos nós.

 

Francesca Freitas

23-05-2012

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