VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (96)

21/06/2012 07:58

 

A Vivência Mediúnica de hoje relata a história de um sofrido espírito que fora abortado em diversas oportunidades.

Este primeiro relato traz o sofrimento, toda dor e revolta que envolvia aquele ser. Um estado que dificultou o seu próprio desenvolvimento, mas que começou a ser amenizado com todo o amor do acolhimento que lhe foi ofertado.

Convidamos todos a conhecerem esta história, não por mera curiosidade, mas por oportunidade de aprendermos e crescermos como humanidade.

Muita paz para todos.

 

VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (96)

 

 

Hoje partilho mais uma das vivencias no nosso labor mediúnico, confessando que orei muitas vezes solicitando auxílio da Misericórdia Divina para o Espirito acolhido, e para que eu mesma pudesse ajudá-lo adequadamente, pois foi muito difícil captar e entender inicialmente os seus pensamentos.

Após o estudo esclarecedor, a médium amiga demonstrou sinais de desconforto físico e espiritual, com um aspecto de muito cansaço.

Oramos e vibramos para estabelecer a harmonia necessária e, nos momentos iniciais do trabalho, estabeleceu-se uma conexão instável com este Espírito.

A médium sinalizou para sua região dorsal, entre as escapulas e o pescoço, e encurvou-se como que sob um grande peso neste local.

Após a aplicação de “passe” na região, e certamente com o auxilio dos Mentores Espirituais, pude visualizar, na minha tela mental, uma formação ovoide acinzentada, que parecia com uma bola de soprar com pouca transparência, mas que deixava entrever um conteúdo denso, com um sombreado disforme. Do centro daquela formação, emergia uma espécie de cabo denso, composto por fios escuros, em tons de ameixa, com pouco brilho.

 

Envolvemos o ser em vibrações amorosas e observei o trabalho da equipe espiritual da Casa, que parecia remover cirurgicamente aqueles fios escurecidos, ao tempo em que inundava de energia luminosa aquela capsula ovoide.

Aos poucos, fui captando seus pensamentos, como que palavras soltas e meio desconexas, que se repetiam: “raiva, frio, fome, vazio...”

Foram decorridos alguns minutos naquela fase do trabalho, cuja precisão não sei dizer, pois que, durante os atendimentos, e especialmente em alguns trabalhos como o descrito hoje, me parece haver uma dissociação temporal, um lapso.

Visualizei a formação ovoide já com um aspecto fetal, com algumas regiões do corpo doentes ou malformadas e, em seguida, como numa espécie de expansão, parecia “crescer” e tomar um aspecto de um feto mais completo e relativamente saudável.

A médium então, consegui expressar o pensamento daquele Irmão, e mantivemos um dialogo, proferindo algumas frases inusitadas, que descrevo a seguir.

-“Eu sei que estou morto, mas nem tanto...

Você quer me tirar dela, e então, como vou ficar... vou desaparecer!

Se não tiver ligado em alguém, vou sumir..

Isso aí que estão fazendo comigo ou é magica ou é bruxaria, saia de perto!”

 

Depois de ouvir alguns impropérios, perguntei-lhe porque se ligava às pessoas daquele modo. Contou que, há algum tempo atrás, combinou com uma senhora para que fosse sua mãe, mas ela desistiu.

Disse: -“Ela me jogou fora, quase destruído, numa lata de lixo, de lixo...e eu ainda estava meio vivo, mas não sei explicar. 

Passou um tempo e vi uma pessoa, e quando consegui ficar bem perto o frio melhorou e não senti mais fome, só raiva. 

Às vezes, passo um tempo maior, demora mais com uma pessoa, mas quando sou tirado, me dói.

Fui aprendendo sozinho e sei que posso ficar perto de algumas pessoas. Eu não quero fazer o mal, só quero um pouco da energia.

Eu só quero que ninguém me tire, me bote pra fora....”

 

Percebi que aquele Espírito ligava-se às almas em expiação ou incautos diversos, vampirizados sem particularismos, por um instinto de conservação desviado, mas que, na expressão popular, “bem lá no fundo”, ele sabia não ser correto.

Refleti sobre essa terrível condição parasitária para os seres humanos, envolvidos no infeliz processo, encarnados ou desencarnados.

 

Pedi-lhe para examinar sua consciência e perguntei-lhe se sabia por que estava passando por esta situação, pois existia um Criador, e, antes mesmo que terminasse a frase, revelou sua revolta:

 

-“ O que você quer dizer com isso é que eu tenho culpa. Não mesmo! Foi a maldita que não me quis, a miserável. Por isso fico assim, atrás de um ou de outro, para sobreviver. É porque não foi com você, senão você ia entender.., sua bruxa! Ninguém, ninguém me quer.”

 

Eu sabia que ele esperava uma expulsão, rejeição ou resposta violenta, o que não ocorreu.

Eu lhe disse da nossa disposição em escutá-lo e auscultar seu coração.

Envolvido em vibrações amorosas, que lhe desencadearam sonolência, foi, neste estado, induzido processo regressivo e ele pode visualizar sua última encarnação.

Começou vendo algumas imagens de lugares, aceitando observar, até que visualizou uma cena dantesca e tentou disfarçar, como se não fosse ele mesmo, para depois tentar justificar seus atos.

Deixo para a próxima semana a continuidade desse relato, e adianto que em encarnação previa, contraiu sérios débitos.

 

Recomendo a todos a releitura, de um texto de Joanna de Angelis publicado neste blog em agosto de 2010, sobre a Psicologia da Culpa, "Culpa e Responsabilidade", do livro “Conflitos Existenciais”, psicografado por Divaldo Franco.

Duas são as causas psicológicas da culpa: a que procede da sombra escura do passado, da consciência que se sente responsável por males que haja praticado em relação a outrem e a que tem sua origem na infância, como decorrência da educação que é ministrada.

A culpa é resultado da raiva que alguém sente contra si mesmo, voltada para dentro, em forma de sensação de algo que foi feito erradamente

Este procedimento preexiste à vida física, porque originário, na sua primeira proposta, como gravame cometido contra o próximo, que gerou conflito de consciência.

Quando a ação foi desencadeada, a raiva, o ódio ou o desejo de vingança, ou mesmo a inconsequência moral, não se permitiram avaliação do desatino, atendendo ao impulso nascido na mesquinhez ou no primarismo pessoal.”


Leia mais do texto de Joanna: http://www.cacef.info/news/a-psicologia-da-culpa/

 

 

Muita Paz para todos nós.

Francesa Freitas

20-06-2012

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