VIVENCIAS MEDIÚNICAS (82)

15/03/2012 05:25

 

É com alegria que o Momento de Luz convida a todos a se deliciar no amor, nesta nova série apresentada pelas Vivências Mediúnicas: é a séries de textos Estudo do Amor.

Acreditamos que esta série de estudos é, apenas, um pequeno passo para o nosso real objetivo: a vivência do amor, no sentido mais premente que ele se apresentar para nós, no nosso desenvolvimento individual.

Então, comecemos a refletir: qual o sentido da palavra amor no nosso estado atual de crescimento?

Amemos.

Muita luz no coração de cada um de nós.

 

 

VIVENCIAS MEDIÚNICAS (82)

 

Vou intitular essa pequena série de artigos que hoje inicio de: “Estudo do Amor”.

Mas, afinal de contas, o que é mesmo “o amor”?

Hoje, essa palavra está tão banalizada, que passa a ter vários significados, e, a menos que não seja contextualizada, é praticamente impossível traduzí-la. 

 

Com uma linguagem quase telegráfica, econômica em verbetes, a título de uma suposta facilitação da comunicação, há uma diminuição progressiva no vocabulário que empobrece as nuances dos pensamentos e sentimentos.

Como consequência nas relações humanas, a interação do encontro pode ser comprometida, com falhas na fala e na escuta, ou seja, um leque de interpretações divergentes é aberto sem que haja uma comunicação real. Para reduzir o mal-entendido, nada melhor que a utilização da palavra ou das palavras adequadas. Assim, simplificar não significa, necessariamente, reduzir.

 

Como o “amor” está no nosso cotidiano, essa palavra está sujeita à controvérsias mil, seja no encontro, com e entre, encarnados ou desencarnados. E na procura desse “amor” encontrei inúmeros “amores”.

Ao pesquisar em alguns dicionários na web seus sinônimos, me surpreendi com a fartura de palavras que encontrei: afeto, admiração, paixão, afeição, simpatia, sentimento, carinho, sexo, romance, adoração, atração, veneração, amizade, tolerância, bem-querer, sintonia, cuidado, caridade, benevolência, conservação, afinidade, sensualidade, desejo, apego e etc.

 

Segundo o dicionário Michaelis (http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues), a palavra amor deriva do latim amore, e transcrevo os significados elencados abaixo, nos respectivos contextos apresentados nesta fonte:

amor

1. Sentimento que impele as pessoas para o que se lhes afigura belo, digno ou grandioso;

2. Grande afeição de uma a outra pessoa de sexo contrário;

3. Afeição, grande amizade, ligação espiritual;

4. Objeto dessa afeição;

5. Benevolência, carinho, simpatia;

6 Tendência ou instinto que aproxima os animais para a reprodução;

7. Desejo sexual;

8. Ambição, cobiça: Amor do ganho;

9. Culto, veneração: Amor à legalidade, ao trabalho;

10. Caridade;

11. Coisa ou pessoa bonita, preciosa, bem apresentada;

12. Filos: Tendência da alma para se apegar aos objetos.

 

Pois é amigos, é surpreendente a vasta utilização do termo “amor”, que passa a ter “mil e uma utilidades”, ou seja, significados em situações diferentes e com objetivos diversos, alguns até que contraditórios.

Fiquei com certo espanto pela presença muito rara da palavra “respeito”, listada ou em relação estreita com o “amor”.

 

Pensamos e agimos segundo nosso sistema de crenças, filosofias e religiosidade pessoais, onde o ser biológico interage com a historicidade, geografia e fatores sociais. 

Nós, aqui do ocidente, herdamos muito da chamada cultura judaico-cristã e da filosofia grega, sendo que a última passou por tantas “correntes” de pensamentos que se distanciou muito das ideias-chave dos grandes pensadores.

 

Observo como palavra amor é escarça nas antigas escrituras se comparadas ao novo testamento, como está associada à temor, respeito e medo, posse, julgamento, punição e recompensa. Naquela fase o amor a Jeová significava o amor-temor ao único e mais poderoso de todos os seres. Há uma forte associação do amor paterno com a figura do criador, provedor e juiz.

 

Retorno aos gregos, cujo sistema de crenças, baseado em mitos, insere tipos de deuses humanizados, com características menos uniformes. Não existem apenas os extremos do absolutamente bom e justo, e do absolutamente mau, nem do totalmente poderoso, pois até Zeus tinha alguns temores. Essa rica mitologia é muito útil, porque entende um universo mais complexo e diverso.

 

Perceberam, portanto, que “o amor”, em si mesmo, já tinha sua própria complexidade embutida, demonstrando que não é fácil traduzir sensações, sentimentos e emoções.

 

O primeiro estudo, para a nossa cultura ocidental, sobre o amor, ou melhor, os amores, com seus tipos variados, está no texto platônico O Banquete. Nesta ocasião, Platão reproduz a opinião de vários convidados importantes sobre o amor, inclusive as considerações de Sócrates, tema que será retomado na próxima semana.

 

Encerro hoje fazendo uma homenagem ao “feminino”, pois que Sócrates revela que seu aprendizado sobre o amor deveu-se à figura de Diotima de Martinea, filósofa e sacerdotisa, que lhe ensinou a genealogia do amor.

 

Despeço-me desejando a todos muitas reflexões amorosas sobre o “amor”.

 

Muita PAZ para todos nós.

14-03-2012

 

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