CASA DE MEU CURIÓ
O Momento de Luz retorna chamando todos para apreciarem a vida simples da natureza.
Nela, toda a beleza num canto de curió.
Que todos tenham uma linha e produtiva semana.

CASA DE MEU CURIÓ
A vida tenra das plantas
Num entardecer de chuva
Como choro da viúva
Molhando as raízes no chão.
Um lindo pé de limeira
Junto do abacateiro
Pertinho do limoeiro
Plasmando doce emoção.
As ramas altas com flores
Brilhavam profundo verde
A natureza nos serve
Perfume cítrico do limão.
O vento batia nelas
Sem remorso nem piedade
Destruindo sua vaidade
Curvando-as ate o chão.
Durante a tarde maneira
Que antecede ao vendaval
Pastando muito normal
O curió no gramado.
Sem medo algum de pessoas
Não cantou, estava triste
Ao alimento não resiste
Quando foi arremessado.
Logo mais veio o silêncio
De pássaros e penosas
Parecendo desgostosas
Do frio e da “molhação”.
Na noite se recolhiam
Tristes por falta de lua
Que só as nuvens e a chuva
Reinavam na vastidão.
Ramas verdes era vida
Por força da água do céu
Era proteção em véu
Para o pássaro cantor.
Escondidos entre folhas
O bem-te-vi e o canário
De canto extraordinário
Mas o rei era o curió.
Sempre o ouvia cantando
Escondido entre as folhas
Na chuva não, que te molhas
Procura outro farnel.
Vi-o encima da jaqueira
Importunando as abelhas
Eram valentes, ao vê-las
Salvando os favos de mel.
ACA
