CASA DE MEU CURIÓ

02/06/2014 06:35

O Momento de Luz retorna chamando todos para apreciarem a vida simples da natureza.

Nela, toda a beleza num canto de curió.

Que todos tenham uma linha e produtiva semana.

 

 

CASA DE MEU CURIÓ

 

A vida tenra das plantas

Num entardecer de chuva

Como choro da viúva

Molhando as raízes no chão.

Um lindo pé de limeira

Junto do abacateiro

Pertinho do limoeiro

Plasmando doce emoção.

 

As ramas altas com flores

Brilhavam profundo verde

A natureza nos serve

Perfume cítrico do limão.

O vento batia nelas

Sem remorso nem piedade

Destruindo sua vaidade

Curvando-as ate o chão.

 

Durante a tarde maneira

Que antecede ao vendaval

Pastando muito normal

O curió no gramado.

Sem medo algum de pessoas

Não cantou, estava triste

Ao alimento não resiste

Quando foi arremessado.

 

Logo mais veio o silêncio

De pássaros e penosas

Parecendo desgostosas

Do frio e da “molhação”.

Na noite se recolhiam

Tristes por falta de lua

Que só as nuvens e a chuva

Reinavam na vastidão.

 

Ramas verdes era vida

Por força da água do céu

Era proteção em véu

Para o pássaro cantor.

Escondidos entre folhas

O bem-te-vi e o canário

De canto extraordinário

Mas o rei era o curió.

 

Sempre o ouvia cantando

Escondido entre as folhas

Na chuva não, que te molhas

Procura outro farnel.

Vi-o encima da jaqueira

Importunando as abelhas

Eram valentes, ao vê-las

Salvando os favos de mel.

 

ACA

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