FASE PREPARATÓRIA

30/04/2013 07:18

 

Esta semana, no Momento de luz, Gregório retoma o Passeio e mostra-nos a importância de darmos continuidade ao que começamos. Um passo após o outro, sem pressa, sem atropelos.

Que se faz necessário controlar a ansiedade e buscar a paz interior. Parar, calar, ouvir e só depois seguir. Não antes de refletir e compreender as informações que estão guardadas dentro de nós mesmos e são, frequentemente, acrescidas por palavras ou exemplos que nos chegam.

Ressalta o preparo. O estar aberto e preparado para receber e aproveitar as experiências vivenciadas por nós e compartilhadas pelo outro. Que serão aprendidas pelos que desejam aprender e transformarão aqueles que se permitirem transformar.

Boa reflexão!

Andréa

 

 

FASE PREPARATÓRIA

 

Retorno hoje, para dar continuidade ao que deixei inacabado na ultima semana. Inicio com esta frase, pois foi uma das grandes lições, que aprendi por aqui, durante estudos, orientações e reflexões.

Por que precisamos retornar à Terra? Perguntei logo que cheguei aqui. Havia recebido as informações quanto à encarnação e, encantado com o lugar que estava a descobrir, não compreendia porque precisaria deixá-lo, para um novo recomeço na vida corpórea.

Respondeu-me meu cuidador, com a eloquência que lhe é característica.  – É preciso iniciar de onde paramos. Os saltos impedem o verdadeiro crescimento.

- Pense na criança aprendendo a andar. Passo a passo, envolve-se na descoberta do ficar de pé. Retorna ao chão. Engatinha. Sustenta-se em algo ou alguém. Apoia-se no encorajamento e confiança dos pais. Até que, um dia, caminha inseguro, visando o correr.  

- Mas se no decorrer do processo tenta saltar, antecipando o processo, cai. Machuca-se e sofre. Temeroso, já não quer tentar de novo. Às vezes, passa anos para retornar ao processo de aprendizado. Outras vezes, precisa de apoio psicológico para fazê-lo.

- Angustias e dificuldades que podem acompanhá-lo por toda a vida, tornando-o um adulto temeroso, dependente, incapaz de nadar com as próprias pernas, de fazer escolhas, de tomar decisões.

- O aprendizado se faz paulatinamente, com consciência e aplicação do que está a aprender. Se não for assim, não se completa e impede o desenvolvimento.

- O processo iniciado na vida corpórea precisa ser concluído. Aqui seria um processo de acolhimento e instruções. O colo materno que afaga, ensina, estimula e permite que o filho saia do lar para crescer.

- Se permanecemos no colo materno, não crescemos. Não experimentamos o que aprendemos. Não avaliamos nosso processo e nem identificamos o que precisa ser aprofundado.

- É preciso retornar a vida material, para que os conteúdos sejam aprimorados, durante as tarefas as quais nos impomos. Retorna para um começo, com a memória ativa em branco, para que os conteúdos passados desastrosos, não nos paralisem, impedindo-nos de crescer.

Foi assim, que me convenci da necessidade da existência da vida material e apaixonei-me pelas excursões a Terra, até a minha volta à materialidade. Algo que me assustava e me intrigava ao mesmo tempo.

Quando retornaria? Seria bom ou ruim o meu retorno? Na verdade, temia o que faria com ele. Quando a angustia subia alto demais para suportar, dedicava-me a oração. Indicação do meu cuidador, que corria ao meu encontro, quando eu não conseguia reequilibrar-me sozinho.

Voltemos ao passeio.

Após a oração, o coordenador apresentou os membros da equipe que nos acompanharia e deu-nos instruções, revelando por onde andaríamos.

- Estes são Manoel e Eriberto. Convidei-os para que nos acompanhem. Eles são os responsáveis pelas câmeras de acolhimento. Local onde os espíritos são recebidos e preparados para adentrarem os hospitais.

Solicitei que nos mostre a fase anterior a esta. O momento onde, depois de recolhidos, são abordados e encaminhados ao acolhimento. Para tanto, seria necessário longo preparo, por isso, utilizaremos de suas memórias.

- Como assim?  Perguntei decepcionado, pois previa que nosso passeio seria sentado, em frente a uma tê-la, a assistir.

- Não fique decepcionado, Gregório, será uma grande aventura em busca do conhecimento. Grande e segura. Não posso colocar o grupo em risco. A maioria de vocês não suportaria o contato com tais energias e se desequilibrariam. Então, não estaríamos dando mais um passo. Estaríamos dando um salto irresponsável e prejudicial ao processo de aprendizado, nos quais se encontram.

Encaminharemos, agora, para sala de conferência. Lá estaremos rodeados de energias salutares, que dificultarão os desequilíbrios que possam ocorrer. Também, teremos socorristas atentos às necessidades de assistência ao grupo, se necessário for.

- Preciso que se voltem, para as energias do amor. E, ao adentrar a sala, recorram à oração. Precisamos manter as vibrações energéticas equilibradas, para que o processo de acesso às memórias dos nossos amigos possa ser realizado.

O grupo concordou e seguiu o coordenador em silêncio. Tentei concentrar-me na tarefa solicitada, mas confesso ser difícil afastar os pensamentos, que curiosos, teimavam questionar.

Ao chegar à sala, já conhecida. O esforço foi maior. Apesar de conhecê-la, meus olhos percorriam sua extensão, a procura de novidades ainda não percebidas.

Solicitei ajuda, pois temia prejudicar o processo. Meu cuidador veio ao meu encontro. Telepaticamente me assistiu. Auxiliou-me a filtrar os pensamentos e a acalmá-los, até que, sem esperar, aconteceu a calmaria em meu coração e em minha mente.

Sem esperar... Como assim? Pensei que não conseguiria. Os temores cresceram e a angustia se perpetuou. Se eu estragar o processo. Se eu sucumbir. Se... até que, de repente, aconteceu. A bonança chegou, despedindo-se da tempestade.

Depois que todos se sentaram, o silêncio total se fez presente. Os convidados posicionados à frente, próximos a grande tela que tomava quase toda parte anterior do auditório. Atrás grandes mesas brancas, em formato de semicírculo. Acredito que cinco ou seis fileiras.

Cadeiras confortáveis preenchiam o ambiente que era totalmente branco. Flores perfumadas o climatizavam. E uma cúpula de vidro, sobre nossas cabeças, fornecia luz natural.

Como o ambiente precisaria estar escuro, a cúpula foi fechada.  Pequenas lâmpadas de cor violeta, que preencheram a sala com luminosidade harmoniosa, foram acesas. Era um clima propício a oração.

Uma suave música surgiu, embalando os corações em prece. Depois de alguns minutos, o coordenador fez sua voz ressoar. Palavras deixaram seu coração e seguiram caminho em direção aos nossos, emocionando-nos e preparando-nos para o evento que se iniciaria.

Caríssimos irmãos,

Que o Pai em sua infinita misericórdia nos conceda a paz de Seu coração. Que ela nos inunde e se faça presente em nós, aliviando nossas tensões e calando nossas angustias.

Que sua calmaria divina nos tranquilize o espírito mortificado pela culpa, pela incompreensão de nós e do outro e pela insatisfação das buscas incessantes e sem propósito, que teme nos aterrorizar.

Que ela propicie lugar seguro, para que o conhecimento das Leis de Amor encontre espaço, para vingar e crescer. E, a partir de então, possam transformar-nos em espíritos melhores do que já somos hoje, preparando-nos para transformações ainda maiores amanhã.

Que ela nos conceda a paciência que sabe a hora de calar, escutar, parar, seguir. Que reforce em nós o espaço para que a Luz Divina possa falar. Para que possamos compreendê-la e fazer, do que ouvirmos, o nosso guia por caminhos edificantes, que nos aproxime de nós, da nossa verdade, da nossa verdadeira busca interior.

Que possamos nesta manhã, deixar-nos tocar pelas experiências alheias e que as transformemos em aprendizado pessoal e coletivo, ao compartilhar com o grupo as diretrizes que causou, em cada um de nós.

Que nosso silêncio e nossa entrega favoreçam-nos com a alegria do conhecer, que nos permite crescer. Através da partilha, da reflexão e da permissão de transformação em nós.

Voltemos nossas orações para os dois amigos, que se oferecem em serviço de amor, concedendo-nos seu tempo, compartilhando de suas memórias e permitindo nosso conhecer.

E encaminhemos aos espíritos, que compartilharão conosco de suas experiências, dores, medos e angustias, a nossa gratidão. Envolvamo-los com energias amorosas de confiança e estímulo, para que se fortaleçam e sigam em suas jornadas.

 

Deixo-os em clima de oração, para que, em breve, retomemos a nossa história.

Abraço afetuoso,

 Gregório.

28.04.2013

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