TRAÇANDO PLANEJAMENTOS E COMPROMISSOS

07/07/2013 21:23

Esta semana, no Momento de Luz, Gregório traz a fala de Samuel sobre a importância da família. Um convite para pensarmos sobre nossa participação no processo evolutivo uns dos outros.

Unidos pelas próprias escolhas, cada membro participa do planejamento encarnatório um do outro e comprometem-se ao auxílio mútuo. E para isso, contam a experiência e o olhar atento dos amigos espirituais que contribuem durante todo o processo. Porém, respeitam o livre – arbítrio, acolhendo os caminhos escolhidos e interferindo de acordo com a permissão dos envolvidos.

Diante das angustias, reforçam que estamos amparados pelo Pai e por mestres amigos que se comprometeram conosco, fortalecendo-nos a todo o momento.

Boa reflexão!

Andréa

 

 

TRAÇANDO PLANEJAMENTOS E COMPROMISSOS

 

Tem dias que dá vontade de ficar na cama. O corpo reage à confusão em que se encontra a mente. A luta é tão grande que o corpo cansa e o desejo é relaxar.

Desejo inconsciente, pois, na verdade, atendemos a necessidade do corpo de parar. A mente atordoada não sabe mais comandar e atordoa, também, o corpo que desaba.

Dores, mal estar, sensação de esgotamento. Uma aflição que não tem nome. Um incômodo sem sentido. Uma dor moral sem tamanho. Um “não sei o que fazer”. Um desânimo avassalador.

Nestes dias, é importante parar. Dar ouvido a si mesmo. Dialogar. Tentar compreender o que se passa. Não se desesperar. Confiar que tudo passa. Que a mente se aquieta e procura por solução. E busca. E resolve. E faz.

Faz diferente. É sempre assim, entra em colapso para seguir diferente. Nova. Transformada. Às vezes não consegue de primeira. Então, se repete pelo mesmo motivo. Por motivos diferentes. Mas perpassa pela necessidade de mudança.

Muitas vezes, passei por isso. Quem não passa? Todos nós passamos. Nem que seja por uma vez. Duvido! No mínimo umas cem vezes. Será que fiz o cálculo certo? Acho que bem mais. Muito mais.

Não só aí acontece. Por aqui, também ocorrem inúmeras vezes. Já descrevi uma boa parte delas. Esta sensação de nada saber. De tudo precisar compreender. De desmoronar, sucumbir.

Parece que amanhã será tarde demais para agir. Simplesmente, vejo-me sem saída. Perdido. Desorientado. Até que uma mão amiga surge. De onde menos se espera. E traz luz.

Luz que faz enxergar. Que possibilita visualizar caminhos, saídas, novas maneiras, novos encontros, novos fazeres. E, de repente, tudo se transforma. Nasce uma nova sensação. De esperança. De bem estar. De possibilidades. Assim aconteceu comigo várias vezes. Assim ocorre agora.

Daqui, olho e vislumbro novas oportunidades. É o novo que bate a porta, pedindo, gentilmente, permissão para entrar. Entrar e se fazer presente, possibilitando ao ser um novo começo.

Meu cuidador estava seguro da escolha, mas um tanto ansioso. Não pela partida, mas pela chegada. Não lá, mas aqui. Curioso como passamos pela mesma sensação, saindo daqui ou dai.

Tememos o desconhecido. E o maior desconhecido somos nós mesmos. Como estaremos lá? O que sentiremos? Sentiremos dor, medo, angustia? Como reagiremos? Seremos lembrados? Sentiremos saudade?

O que nos assusta é não saber o que ocorrerá conosco. E quando saímos daqui, conscientes, tememos não conquistar o que planejamos para a nova vida. Tememos desperdiçar mais uma oportunidade.

Ele preparou-se por muito tempo. Chegou a cuidador, como tarefa para melhorar-se. Não acreditei quando me agradeceu pelos anos de puro crescimento.

Assim, considerou os anos que compartilhamos juntos. Os anos que me acolheu, orientou e salvou. Destaco o último verbo, por traduzir o meu maior sentimento diante de sua presença.

Salvou-me inúmeras vezes. Principalmente de mim mesmo. Ele era a mão amiga que surgia no meio do desespero, para acalmar-me a mente e o corpo, auxiliando-me a despertar, conhecer e seguir.

Não imaginava vê-lo assim. Embora nada se compare a como eu estaria. Com certeza seria bem diferente. Estaria em cólicas. Apavorado, não conseguiria manter a vibração e sucumbiria. Precisaria ser constantemente atendido.

Ele sorriu ao me ouvir falar tamanha asneira e disse com tom polido como lhe é de costume.

- Desconhece sua capacidade. Não é possível que eu precise mostrar-lhe tantas vezes quem é. Já não está crescido suficiente para isso? Sorrimos todos.

Samuel completou.

Acho que deve crescer rápido agora. Uma vez que não terá mais um cuidador 24 horas para atendê-lo.

Envergonhei-me. Novamente comportava-me igual a um menino.

Ele veio ao meu socorro.

- Não pense que fomos diferentes. Se rirmos hoje, é porque nos reconhecemos em você. E diante de tão sinceros amigos, podemos olhar nossas dificuldades com alegria. Pois que, não estamos a julgar, mas sim a incentivar que o outro se perceba.

- A inquietude é algo de todos nós. É o que nos move.  Amplia-nos a visão. Se ficássemos satisfeitos com o que somos, não partiríamos para novas condutas, cada vez melhores.

Samuel concordou com o amigo.

- Gregório, já conquistou muitos degraus e, assim como cada um de nós, ainda há o que subir. Um após o outro temos caminhado para novas e edificantes conquistas.

- E não escalamos sós. Contamos uns com os outros. Ensinamos uns aos outros. Agora que Claus partirá, precisamos assumir novas funções. Logo, você também será um cuidador.

- Eu?! Perguntei assustado. - Mal consigo cuidar de mim mesmo. E novamente todos riram

- Em breve, receberemos um curioso espírito, que precisará compartilhar de suas experiências. Não tenha pressa, chegará no momento previsto e, até lá, estará ciente dos afazeres de um “cuidador”.

- Agora voltemos ao processo de Claus. Hoje será um dia importante. Encontrará seus futuros pais mais uma vez. Porém, diferente dos encontros anteriores, farão planejamentos juntos e se comprometerão um com o crescimento do outro.

Pedi explicações e elas vieram.

- Faz-se necessário que o ambiente familiar seja propício ao desenvolvimento do espírito. É procurado com cuidado e zelo a família que possa acolher e orientar o espírito missionário.

- Todas as vezes que um espirito retorna a vida material, reunimos pais e filho para planejamentos conjuntos e comprometimento de auxílio mútuo. Pode não parecer, diante de tantas famílias degradadas, mas cada membro delas comprometeu-se a amar uns aos outros e contribuir com o processo evolutivo uns dos outros.

- São realizados muitos encontros. Muitas famílias são acessadas. Porém, uma escolhida por ambos os lados. Por muitas vezes, percebemos que não estão preparados para a convivência, mas respeitamos a escolha dos mesmos.

- Desafiam-se, por muitas vezes, exageradamente. Criam empecilhos que serão difíceis de serem superados. Porém, corajosos, partem confiantes. E ao lado deles, estamos nós, auxiliando no que for necessário.

- Quando o nascer de um espírito missionário, ficamos mais atentos e empregamos nossa influencia com mais precisão. Uma vez que ouvem mais, por ter mais consciência.

- Não só depende dele seu processo evolutivo. Assim como não só seu processo evolutivo está em pauta. É o coletivo que está em foco. Tem um compromisso grande com a humanidade.

- Não quero dizer que uns são mais importantes que outros. Ou que um encarnado só tem compromisso consigo mesmo. Mas um espírito missionário encarna com uma grande responsabilidade.

- Pode ser um mestre a orientar. Um construtor a construir. Um idealista a transformar. Sempre cabe a ele uma multidão, que o seguirá. Pela qual será responsável e terá que responder.

- Embora o Pai, reconheça a importância de cada um dos seus filhos perante a evolução da humanidade. Cada um fazendo a sua parte, para o todo se concretizar.

- Diante disso, não abandona nenhum de Seus filhos e, para eles, envia os missionários para Lhe representar, como fonte de inspiração ao demais, fazendo valer a Sua Lei.

- As famílias são uma grande preocupação. É o primeiro passo de um encarnado. Na verdade, é o que o auxilia a dar os primeiros passos. Quando a condução é satisfatória, teremos um ser de passos firmes que sabe por aonde ir e como ir, melhorando-se no decorrer da caminhada.

- É uma tristeza para todos nós, quando os membros falham na condução de seus afetos, prejudicando o caminhar uns dos outros. Atento, o Pai encaminha suporte: nova família, amigos, mestres. Embora, alguns, demasiadamente feridos, não se permitam encontrar as novas possibilidades e o vemos sucumbir.

- Garanto-lhe que nenhum é esquecido ou abandonado, mantemos firme nosso compromisso. Acolhendo as dores, tratando as feridas, estimulando a novas e melhores condutas.

-Portanto, eis a importância deste momento. Estaremos todos juntos: pais, filho, cuidadores/orientadores. A fim de comprometermos uns com os outro com a dadiva da reencarnação.

Despeço-me para em breve voltar.

Abraço afetuoso,

Gregório

24.06.13

Facebook Twitter More...