VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (29)
A vivência mediúnica trata de rupturas, fins de ciclos e possibilidade de transformação, sempre latente.
VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (29)
Vamos seguir hoje comentando ainda sobre a morte, contudo sob um novo angulo: a morte como ruptura ou fim de um ciclo, propiciando à transformação.
Em pleno curso das mudanças propostas para o terceiro milênio, as almas humanas movimentam-se em todo o globo para ampliar suas consciências, dentro das possibilidades evolutivas das sociedades em que estão inseridas, aspirando à transformações políticas que visem ao bem-estar e à garantia dos direitos básicas do ser humano.
Todos nós temos visto na mídia os conflitos que estão ocorrendo nos países do chamado “mundo árabe”, onde milhares de pessoas protestam contra um sistema político-social calcado em ditaduras, monárquicas ou militares.
Me chamou a atenção, especialmente pelo simbolismo do país, o movimento que ainda está em curso no Egito, país de tradição milenar teocrática. Foi praticamente tão emocionante quanto ver à queda do “muro de Berlim” ou do início do fim da ditadura da União Soviética.
Para relembrar, Teocracia é uma forma de governo onde o povo é controlado por um líder religioso que detém o poder, supostamente, escolhido por uma divindade.
Os antigos faraós representavam a presença divina na terra, e alguns destes monarcas se consideravam deuses. Detiam autoridade máxima e posse material sobre todo o território do seu império, incluindo as pessoas que viviam nele. Seu desejo era literalmente uma ordem.
Temos um breve relato de um egício nesse blog na quinta vivência mediúnica.
Ao longo de muitos séculos, com sistemas político-sociais evoluindo, muitos às custas de sangue e sofrimento, a maioria das teocracias acabou, modificou-se ou foi enfraquecida, contudo ainda temos o exemplo no atual Irã, onde os Aiatolás são autoridades políticas e religiosas ao mesmo tempo.
Um outro exemplo, mais restrito, é o do Vaticano, com sua cidade e o poder papal.
Muitos impérios teocráticos transformaram-se em monarquias, sendo o poder tomado pela guerra, onde o vencedor era o rei ou imperador, semelhante aos golpes de estado militarizados, que ainda vemos hoje e cujos chefes pretendem perpetuar-se no poder.
Outras monarquias relacionam-se à um suposto poder dado pela linhagem real, ou sangue azul, como se tivesse um lugar ou lócus especial no DNA dessa família. Ainda hoje temos monarquias, porém mais enfraquecidas, algumas ainda detêm um relativo poder e outras são quase simbólicas.
Nós espíritas, podemos observar a história sob uma perspectiva mais ampla, reencarnacionista e evolucionista, dos homens primitivos com o chefe tribal que era também sacerdote, até a separação dos poderes, havendo um chefe religioso e um temporal, isto é, um para os assuntos divinos e outro para os
temas humanos.
E foi na Grécia, com a introdução da democracia, ou escolha pelo voto de um representante dos cidadãos, que os sistemas políticos passaram a conter uma ética mais humanista, ainda que longe da perfeição, pois haviam muitos excluídos nesse processo, ou seja os “não-cidadãos” tais como escravos e a maioria das mulheres. Não havia espaço na lógica grega para simplesmente se aceitar um chefe por herança genética ou por favorecimento dos deuses, já que todos poderiam fazer oferendas ou consultar oráculos.
A possibilidade de uma escolha, é muito importante no processo evolutivo, pois que é o exercício do livre arbítrio, mas, a liberdade vem acompanhada da reponsabilidade.
E refletindo sobre os movimentos sócio-políticos e sobre os ideais humanos, observamos a construção de uma ética global, que busca mais justiça e equanimidade para todos.
Mesmo que esta parte da humanidade que luta pelos seus direitos inclua inicialmente dimensões mais básicas de sobrevivência com dignidade, este é o passo inicial da caridade cristã, da fraternidade.
Certamente, esse passo possibilitará à inclusão posterior de ideais ainda mais elevados, de uma consciência ecológica ativa e de uma religiosidade sem sectarismos.
O Codificador comenta nas Obras Póstumas acerca do lema da revolução francesa, dos nobres ideais: liberdade, igualdade e fraternidade, que devem ser buscados por todos os indivíduos.
Infelizmente, ainda vitimados pelo egoísmo e sede de poder, muitas das revoluções que observamos ao longo da história se deslocam os objetivos iniciais.
Rogo ao Mestre Jesus para que todos esses processos de transformação, da morte das “teocracias-ditaduras” e do poder egóista e oligárquico, ocorram dentro da paz possível, com guerreiros pacifistas, recebendo as bençãos da espiritualidade amiga que nos distribui AMOR, sempre.
Encerro hoje com essas “pérolas” de Ghandi:
“Um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível.”
“Se queremos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova.”
“O amor é a força mais sutil do mundo.”
Muita PAZ, para todos nós.
Francesca Freitas
24-02-2011.
Vamos seguir hoje comentando ainda sobre a morte, contudo sob um novo angulo: a morte como ruptura ou fim de um ciclo, propiciando à transformação.
Em pleno curso das mudanças propostas para o terceiro milênio, as almas humanas movimentam-se em todo o globo para ampliar suas consciências, dentro das possibilidades evolutivas das sociedades em que estão inseridas, aspirando à transformações políticas que visem ao bem-estar e à garantia dos direitos básicas do ser humano.
Todos nós temos visto na mídia os conflitos que estão ocorrendo nos países do chamado “mundo árabe”, onde milhares de pessoas protestam contra um sistema político-social calcado em ditaduras, monárquicas ou militares.
Me chamou a atenção, especialmente pelo simbolismo do país, o movimento que ainda está em curso no Egito, país de tradição milenar teocrática. Foi praticamente tão emocionante quanto ver à queda do “muro de Berlim” ou do início do fim da ditadura da União Soviética.
Para relembrar, Teocracia é uma forma de governo onde o povo é controlado por um líder religioso que detém o poder, supostamente, escolhido por uma divindade.
Os antigos faraós representavam a presença divina na terra, e alguns destes monarcas se consideravam deuses. Detiam autoridade máxima e posse material sobre todo o território do seu império, incluindo as pessoas que viviam nele. Seu desejo era literalmente uma ordem.
Temos um breve relato de um egício nesse blog na quinta vivência mediúnica.
Ao longo de muitos séculos, com sistemas político-sociais evoluindo, muitos às custas de sangue e sofrimento, a maioria das teocracias acabou, modificou-se ou foi enfraquecida, contudo ainda temos o exemplo no atual Irã, onde os Aiatolás são autoridades políticas e religiosas ao mesmo tempo.
Um outro exemplo, mais restrito, é o do Vaticano, com sua cidade e o poder papal.
Muitos impérios teocráticos transformaram-se em monarquias, sendo o poder tomado pela guerra, onde o vencedor era o rei ou imperador, semelhante aos golpes de estado militarizados, que ainda vemos hoje e cujos chefes pretendem perpetuar-se no poder.
Outras monarquias relacionam-se à um suposto poder dado pela linhagem real, ou sangue azul, como se tivesse um lugar ou lócus especial no DNA dessa família. Ainda hoje temos monarquias, porém mais enfraquecidas, algumas ainda detêm um relativo poder e outras são quase simbólicas.
Nós espíritas, podemos observar a história sob uma perspectiva mais ampla, reencarnacionista e evolucionista, dos homens primitivos com o chefe tribal que era também sacerdote, até a separação dos poderes, havendo um chefe religioso e um temporal, isto é, um para os assuntos divinos e outro para os
temas humanos.
E foi na Grécia, com a introdução da democracia, ou escolha pelo voto de um representante dos cidadãos, que os sistemas políticos passaram a conter uma ética mais humanista, ainda que longe da perfeição, pois haviam muitos excluídos nesse processo, ou seja os “não-cidadãos” tais como escravos e a maioria das mulheres. Não havia espaço na lógica grega para simplesmente se aceitar um chefe por herança genética ou por favorecimento dos deuses, já que todos poderiam fazer oferendas ou consultar oráculos.
A possibilidade de uma escolha, é muito importante no processo evolutivo, pois que é o exercício do livre arbítrio, mas, a liberdade vem acompanhada da reponsabilidade.
E refletindo sobre os movimentos sócio-políticos e sobre os ideais humanos, observamos a construção de uma ética global, que busca mais justiça e equanimidade para todos.
Mesmo que esta parte da humanidade que luta pelos seus direitos inclua inicialmente dimensões mais básicas de sobrevivência com dignidade, este é o passo inicial da caridade cristã, da fraternidade.
Certamente, esse passo possibilitará à inclusão posterior de ideais ainda mais elevados, de uma consciência ecológica ativa e de uma religiosidade sem sectarismos.
O Codificador comenta nas Obras Póstumas acerca do lema da revolução francesa, dos nobres ideais: liberdade, igualdade e fraternidade, que devem ser buscados por todos os indivíduos.
Infelizmente, ainda vitimados pelo egoísmo e sede de poder, muitas das revoluções que observamos ao longo da história se deslocam os objetivos iniciais.
Rogo ao Mestre Jesus para que todos esses processos de transformação, da morte das “teocracias-ditaduras” e do poder egóista e oligárquico, ocorram dentro da paz possível, com guerreiros pacifistas, recebendo as bençãos da espiritualidade amiga que nos distribui AMOR, sempre.
Encerro hoje com essas “pérolas” de Ghandi:
“Um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível.”
“Se queremos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova.”
“O amor é a força mais sutil do mundo.”
Muita PAZ, para todos nós.
Francesca Freitas
24-02-2011.